Laços de Afeto

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Sinopse 1 de 30

Laços de Afeto deflagra uma série que carinhosamente intitulamos “Harmonia Interior’, cujo objetivo é enfatizar particularidades contidas dentro do universo de sabedoria das obras elementares da revelação nova do Espiritismo. Nesse projeto somamos esforços de um grupo de corações que palmilharam as vivências da educação e ciências afins, todos, além de dispostos, muito esperançosos e felizes por terem a benfazeja oportunidade de estabelecer pontes com o mundo físico, cooperando com nossas teorias, agora redimensionadas pela ótica da Imortalidade na qual estagiamos em exuberante vida e plenitude. Semelhante iniciativa vem em boa hora, considerando os avanços culturais do mundo nesse setor; justo agora em que a UNESCO prioriza a inspirada diretriz dos pilares educacionais para a humanidade do século 21, propostos pelo relatório Jacques Delors. Inaugura-se um tempo novo para os roteiros e currículos de aprendizagem assentados nos quatro pontos: aprender a ser, aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a conhecer, em favor de uma educação mais humanitária e centrada em valores e habilidades do homem, assumindo sua verdadeira condição de sujeito de sua jornada de crescimento em direção à felicidade e à paz. (Apresentação)

Comentário

O que temos visto e aprendido com a espiritualidade é a satisfação e a alegria que acometem aqueles que já retornaram á verdadeira pátria, a espiritual, e podem colaborar conosco, através da revisão de conceitos mal formulados, de verdades encobertas e até mesmo de outros prismas sobre determinadas situações. Estes irmãos que assim se manifestam, com o coração repleto de júbilo, são irmãos que mesmo sem palavras diretas já nos mostram que a felicidade real não está naquilo que conquistamos e retemos de maneira individualista, mas sim da beleza diante da fraternidade e do compartilhar. Na obra que abordaremos no decorrer dos próximos 29 encontros, teremos a alegria de rever conceitos básicos acerca do amor e de até mesmo nos inteirarmos de atualidades como as referidas acerca da UNESCO e de todo seu trabalho em prol da humanidade.
Como em todas as entidades ou setores de nosso viver, eis que temos trabalhos realizados por criaturas em evolução e nos mais variados graus de elevação, mas a prioridade a que somos chamados é a de compreender o amor, não aquele que professamos indistintamente e sem verdadeiro cunho, mas aquele apregoado pelo Mestre Jesus como sendo o caminho que conduzirá ao Pai. Como na obra anterior, sentimo-nos felizes em poder abordar detalhes desta obra, sem nos esquecermos do fraterno convite de que os amigos desfrutem integralmente da leitura deste livro, tendo-o na totalidade não como referencial de vida ou caminho a ser seguido, mas como manancial fraterno de crescimento e aprimoramento de todos quantos assim desejarem, dentro e fora da Casa Espírita.

 
 
 
 

Sinopse 2 de 30

A afetividade é tema de profundos estudos e pesquisas científicas na humanidade, porém, objetivando conduzir os textos para o coração e a meditação, abstraímo-nos do rigor técnico que exigiria pesquisa intelectual dos conteúdos abordados, tarefa essa que vem sendo desenvolvida por competentes cooperadores, em ambos os planos de vida, com expressiva clareza e utilidade. Alertamos os leitores, especialmente os espíritas, para evitarem conceber nossas abordagens como “manual prático de vida”, transformando os apontamentos em psicologismo ou regras de felicidade imediata. Chamamos a atenção para esse ponto por constatarmos uma tendência humana a “canonizar” idéias provenientes de intercâmbios mediúnicos, convertendo-as em caminhos coletivos da verdade ou normas de soluções fáceis ante os problemas da existência. Cada um deverá absorver nessa ou naquela consideração algo que contribua para seu crescimento, utilizando sempre a “relativização” do saber, do entendimento e da experiência. (Prefácio)

Comentário

Fato é que para aqueles que crêem nas comunicações pós túmulo existe uma tendência em se endeusar tudo o que é dito. São regras de conduta, ideais de convivência, caminhos fraternos, orientações nas escolhas e toda gama de boas intenções por parte de quem já vivenciou ou aprendeu aquilo que transmite. A nós outros cabe a tarefa de praticar e de tornar viável em nosso dia-a-dia. Por vezes confundimos as situações e exageramos nas expressões ou práticas do que nos é solicitado, até porque queremos resultados imediatos e até mesmo duradouros, esquecendo-nos de que nossos sentimentos, nossas concepções e crenças não são máquinas onde é possível fazer um ajuste e pronto. É necessário perseverança, paciência, disciplina e, sobretudo, lucidez no conduzir dos fatos e situações, até porque somos individualidades únicas e nosso caminho embora pareça semelhante a de tantos outros é único e intransferível. A paz do Mestre esteja em teu dia.

 
 
 
 

Sinopse 3 de 30

O Espiritismo abre-nos as portas do entendimento esclarecendo a razão para compreendermos Deus, mas após milênios de naufrágios nas águas turbulentas do religiosismo sem Amor, convém-nos, além de “saber Deus”, o “sentir Deus”, pois é pelas vias sagradas do sentimento que ocorre a fixação dos valores Divinos em nós, conduzindo a crença para os domínios da fé racional, transformando o coração no espelho daquilo que realmente lograremos ser, orientando-nos sempre pelas luzes da imortalidade da alma. O “Guia e Modelo”, consciente desse assunto, exarou que quem mantivesse o coração limpo veria a Deus, e ver Deus é criar a sublime empatia com Sua obra, vibrando em uníssono com Sua criação, condição essa somente alcançada quando envolvemo-nos na aura do Amor. (Prefácio)

Comentário

O prefácio por si só já nos mostra a grande tarefa que será descortinada diante deste livro. Como em muitos momentos, partes não serão compreendidas e trechos não serão assimilados, mas Ermance já nos convida a um tipo diferente de atitude. Ermance pede que sejamos muito mais do que estudiosos ou aprendizes, mas que sejamos praticantes daquilo que se propaga nestas páginas amorosamente trazidas. Mais do que apenas recolhermos em nós métodos ou certezas, essa irmã nos convida à prática, como quem saboreia vagarosamente um prato ou contempla detidamente cada detalhe de um pôr-do-sol. E tal qual Jesus já nos alertou, eis que é necessário que limpemos o receptáculo donde haveremos de alojar estes conhecimentos e estes ensinamentos. Se nos comparássemos a vasos, veríamos que somos recipientes que acumularam ao longo de suas paredes os resíduos das águas pretéritas e para que a nova água esteja cristalina e pura, é necessário mais do que um pequeno movimento de troca, é imprescindível que façamos grande esforço de retirada dos resíduos (pensamentos e sentimentos) nocivos que se impregnaram em nossas paredes (nosso ser). Dará trabalho, mas é possível e sentiremos amplamente os resultados satisfatórios desta empreitada. Façamo-nos puros como as crianças para vermos o Reino de Deus e recebermos do Seu amor.

 
 
 
 

Sinopse 4 de 30

E como ensinar o Amor no centro espírita? Fala-se muito no que devemos fazer, mas pouquíssimas vezes em como fazer. Como amar o outro, a si e a Deus contextualizando? Contextualizar o conteúdo espírita abstraindo o excesso de informações e trazê-lo para a realidade de seu grupo, priorizar respostas, soluções, discutir vivências, refletir sobre horizontes novos de velhos temas do viver, reinventar a vivência em direção aos apelos da consciência, propiciar à criatura externar sonhos, limitações e valores já conquistados, fazendo da sala de estudos espíritas um laboratório de idéias na ampliação da capacidade de pensar com acerto, lógica e bom senso. Isso se chama educar. A esse mister somos convocados para uma mudança de paradigmas urgente nas metodologias pedagógicas da casa espírita. Somos convocados a reestruturar essa visão “sacra”, que faz de muitas de nossas células templos de religiosismo, conduzindo seus profitentes a fórmulas de imediatismo e acomodação, ou à absorção do conhecimento espírita em lamentável dogmatismo, recheado de presunção com a verdade. (Capítulo 1 – primeira parte)

Comentário

Neste trecho em específico a Casas Espíritas, podemos perceber que mais do que despejar ou digerir informações, faz-se necessário que estas informações se adéqüem aos receptores e aos meios em que estão. Não querem os, de forma alguma, dizer que as verdades são mutáveis ou podem variar de ambiente para ambiente, muito pelo contrário, a Verdade é uma só e o caminho que leva ao Pai é único, porém, mais do que apenas ingerirmos conhecimento e termos respostas na ponta da língua, eis que somos chamados a reflexionar e a trazer em forma individual estes ensinamentos, do contrário, teremos mais e mais irmãos conduzidos pelo mesmo roteiro calcado em experiências únicas, quando somos grandes universos a compor amplo ambiente de diferenças e realidades díspares. Não nos escondamos atrás de frases feitas, como tantas que já conhecemos, antes, estejamos cientes de que o caminho é variável, embora o objetivo seja o mesmo; estejamos cientes de que amar é uma arte que envolve muito mais do que palavras ou atitudes repetitivas, mas profundo e sincero sentir e viver.

 
 
 
 

Sinopse 5 de 30

Se nos guardamos na retaguarda moral e afetiva, esperando que os outros melhorem e se adaptem às nossas expectativas para com eles, a fim de permitirmo-nos amá-los, então, certamente, a noção de gostar que acalentamos é aquela na qual ainda acreditamos que Deus faculta isso como Dom Divino e natural em nossos corações conforme a sua Vontade. Encontrando-nos nesse patamar de evolução, nada mais fazemos que transferir para o Pai a responsabilidade pessoal do testemunho sacrificial, na criação de elos de libertação junto a quantos esposam nossos caminhos nas refregas da vida.Amor não é empréstimo Divino para o homem e sim aquisição de cada dia na aprendizagem intensiva de construir relacionamentos propiciadores de felicidade e paz. (Capítulo 2 – primeira parte).

Comentário

Amamos apenas o certinho? Amamos apenas o que nos convém ou o que não nos fere? Acreditamos que a criatura só seja digna de nosso convívio e de nossa vida se ela agir assim ou assado? Estamos equivocados. Mas e a nossa própria sobrevivência? E nossa auto-estima? E nossos valores individuais? Aquisições individuais tão duras e difíceis de conseguirmos, como simplesmente alijá-las de nós em prol do próximo? Não devemos retirá-las de nós! Não é tarefa fácil, mas realizável e compete a nós o aprendizado necessário para que não depositemos nas ‘mãos’ de Deus toda a responsabilidade pelas mudanças. Quando Ermance nos fala de testemunho sacrificial, fala-nos de algo maior do que nossa própria individualidade e de nosso querer egóico, fala-nos de algo sublime. Como ofertar algo sublime sem nos desestabilizarmos e sem nos perdermos de nós mesmos? Arando, semeando, cultivando, aguando e desbastando diariamente nossa plantação. Cuidado diário e dedicação constantes sem os quais nada colheremos de benéfico.

 
 
 
 

Sinopse 6 de 30

Evitar o mal necessariamente não edifica valores, enquanto fazer o bem significa acionar os recursos divinos latentes através do dinamismo da caridade. Evitar o mal é contenção e disciplina, sendas formadoras de caráter, entretanto as realizações no bem sulcam a profundidade do sistema afetivo, fixando e dinamizando forças morais nobres. Educação resume-se em transformar impulsos e desenvolver potencialidades. O ato de apenas conter sem renovar, pode levar aos mais sofridos caminhos da radicalização, do fanatismo e de variadas expressões neuróticas em direção as mais intensas desarmonias da psique. (Capítulo 4 – primeira parte )

Comentário

Assunto semelhante está voltado, por exemplo, á abstinência sexual. O sexo em si não é nocivo, mas sim o mecanismo bendito para o processo de reencarnação. Também possui em si a força de atração entre as criaturas, que muitas das vezes, não estariam unidos não fosse por estes laços, nos arroubos da juventude, vindo a constituir família e a levar avante compromissos assumidos. Grande problema está na maneira como utilizamos ou canalizamos esta potencialidade. O mesmo se refere ao bem. O bem não é a falta de prática do mal, pelo contrário, é a prática constante e a utilização sábia de forças harmoniosas do universo de forma caridosa, fraterna e incondicional. Deixar de praticar o mal não nos assegura uma vida em evolução, apenas um meio termo onde poderemos pender tanto para um lado quanto para o outro e a qualquer instante. A prática alicerça e fundamenta, criando raízes e entesourando-se de forma profunda.

 
 
 
 

Sinopse 7 de 30

A educação do afeto inicia-se pelo estudo perseverante de si no conhecimento dessas manifestações sombrias do coração, suas raízes, suas armadilhas, suas máscaras. Posteriormente enseja uma nova forma de viver e “ser” pelo treino da empatia, da alteridade, da assertividade, da autenticidade. O objetivo maior da vinda do homem à Terra é a sua melhora espiritual. Tal mister só será plenificado na medida em que aprender a amar, porque o Amor é o decreto sublime do universo para o crescimento e a felicidade de todos os seres. (Capítulo 4 – primeira parte)

Comentário

Quando lemos ‘treino’ da empatia, da alteridade, da assertividade e da autenticidade, parece-nos que é quase uma falsidade ser uma criatura que manifesta estas formas através do treino, no entanto, esquecemo-nos de que como em qualquer setor de nosso viver, precisamos de controle, disciplina e treino daquilo que intentamos realizar. Por que com as emoções seria diferente? Não estaremos sendo hipócritas ou falsos, mas precisamos firmar em nós as mudanças a que nos propomos, para obter êxito e até mesmo para firmarmos esse traço do caráter. Pessoas debochadas, irônicas e maledicentes, quando abandonam estas ‘vestes comportamentais’, encontram uma reação diferente daquela que intentam junto a familiares e amigos, pois estes estão habituados ao comportamento anterior e ainda não se habituaram à nova postura da criatura. Eis o treino, a prática e a persistência, sem os quais até a mais ferrenha boa-vontade haverá de fracassar.

 
 
 
 

Sinopse 8 de 30

Conflitos e frustrações, traumas e carências, culpas e ódios, indisciplina e revolta, seja dessa ou de outras existências carnais, são os componentes principais de quem não conseguiu estabilizar sua vida emocional e psíquica, sendo essas “feridas do coração” que irão determinar inibições nas relações afetivas na futura experiência corporal do Espírito, trazendo desde o berço as matrizes de paz ou desequilíbrio, sossego ou inquietude, alegria ou distmia, que pedirão elevadas quotas de atenção e cuidados. A cicatrização dessas “feridas do afeto”, que mais não são que o narcizismo proveniente da imaturidade espiritual em crise de insegurança e auto-piedade, desejando ser amada sem amar, requer o testemunho de aprender a amar a si mesmo e ao próximo incondicionalmente. Somente a experiência terapêutica do Amor é capaz de sanar semelhantes desequilíbrios emocionais, transformando situações traumáticas e dolorosas em experiências enriquecedoras para a vida.A “reconstrução do afeto”, portanto, é fator de reeducação do coração que vai burilando e refazendo as vivências, dia após dia, através da convivência na busca do elastecimento da sensibilidade.(Capítulo 5 – primeira parte).

Comentário

Vemos situações como estas amiúde e nem sempre compreendemos, afinal, determinadas pessoas possuem todas as ‘coisas’ para serem felizes, possuem atributos que sequer chegamos perto e não se auto-estimam e assim por diante.São desequilíbrios que se fixaram no ser não apenas por conta de um relacionamento que não foi bem sucedido, mas que já fazem parte da criatura desde priscas épocas, onde já não se amava onde já não se valorizava e nem possuía bons referenciais sobre si próprio. No presente ou na atualidade, são irmãos que não conseguem compor família, não reconhecem o valor de pais e educadores, não possuem referenciais positivos em outras criaturas e dificilmente se adéquam a grupos ou ambientes, sendo que estes é que devem adequar-se à eles. Egocêntricos que não aceitam críticas e nem conseguem reconhecer suas próprias fragilidades, eis muitos irmãos que precisam volver o olhar para dentro de si próprio, retirando-se da postura de vítimas ou incompreendidos, para assumirem a maturidade espiritual e emocional de seu ser. Tarefa árdua, mas não impossível.

 
 
 
 

Sinopse 9 de 30

A culpa, a mágoa, o preconceito, a ingratidão, o medo, o azedume e as frustrações são os monturos emocionais mais comuns e corrosivos do sentir Divino, fatores perturbadores, alteradores e neutralizadores do funcionamento harmonioso do pulsar emocional. “Conquistas” nossas das quais teremos que aprender a nos libertar. Outros corrosivos adjacentes e agravadores são os traumas infantis, bloqueios defensivos de vivências pretéritas, doenças endócrinas, distúrbios do humor, estima corporal, relacionamentos de conveniência, sobrecarga com interesses materiais e competitividade exacerbada, tensões físicas e emocionais, cansaço, inquietação interior e sentimentalismo - fatores perturbadores da expansão afetiva. Nenhum deles, porém, é eterno ou insuperável quando a alma se abre para o auto-descobrimento, a disciplina, a ação no bem. (Capítulo 6 – primeira parte.

Comentário

Com certeza muitos de nós já passamos próximos a algum depósito de lixo, onde pudemos ver aquela água suja e fedida escorrendo, além de urubus, moscas, mal cheiro e uma visão triste dos restos indesejados de milhares de pessoas. Visão feia, cuja agressão ao meio ambiente se faz de maneira profunda, com gases tóxicos e materiais que haverão de levar até centenas de anos para se decompor O que Ermance nos diz é justamente algo que sequer imaginamos quando guardamos ou nutrimos determinados sentimentos: que nosso interior assemelha-se ao lixão de nossa cidade. Aquela doença que ninguém encontra motivo, aquele monte de remédios que não curaram determinados males. Por que será? Que chorume doentio é este estamos produzindo em nós a ponto de adoentar nosso corpo espiritual e físico? Excelente capítulo para que reflitamos sobre a permanência ou não de determinados sentimentos em nós.

 
 
 
 

Sinopse 10 de 30

Sensibilidade deve ser distinguida de emotividade, comoções sentimentalistas, que, muita vez, são manifestações do afeto comprometido pelos traumas, culpas e frustrações. Tais lances do coração são expressões de desopressão em ciclos de mais intenso sofrimento ou emersão de conflitos emocionais não resolvidos. A sensibilidade, entendida como recurso de elevação espiritual, sempre ilumina o raciocínio, levando o homem a lições imarcescíveis e ocultas aos olhos comuns, não habituados e inabilitados a enxergar a essência dos fatos. (Capítulo 8 – primeira parte.

Comentário

É como ter o controle sobre nosso sentir. Compreendemos as tristezas, dores e percalços do próximo. Visualizamos e percebemos seus sentimentos, temos uma palavra amiga e confortadora, nos emocionamos com sua dor, mas paramos aí. Não trazemos de nosso íntimo nossas próprias dores e sofrimentos perante as mesmas situações. Não trazemos do fundo de nosso ser os traumas e as mágoas que acumulamos durante séculos, pelo contrário, estamos sensibilizados pela criatura e não envolvidos pelas nossas próprias dores e dificuldades. Esse posicionamento nos dá a lucidez necessária parar ampararmos, nos dá o desprendimento suficiente para estarmos de maneira útil ao lado da criatura. Assim estando, veremos os fatos de maneira desprendida e não presos às nossas próprias concepções e pesares.

 
 
 
 

Sinopse 11 de 30

Se o Codificador, a pretexto de compor um sistema centralizador, deliberasse fazer da Sociedade Espírita Parisiense um pedestal de domínio e enclausuramento, com certeza os grupos com os quais correspondia não o aguardariam com a mesma expectativa que povoara seus dias de muita esperança nos colóquios e eventos realizados no Espiritismo nascente. No entanto, sua consciência de missão serviu-lhe de escudo e motivação, e ele foi, indubitavelmente, o primeiro esforço de unificação do Cristianismo renascente, reativando as viagens Paulinas dos tempos primeiros do Cristianismo, nas quais o Apóstolo dos Gentios serviu além muros de Jerusalém, fincando vigorosos núcleos de evangelismo. (Capítulo 10 – primeira parte).

Comentário

Em nossos dias atuais fala-se muito da gestão descentralizada, onde não se encontra um único ‘chefe’ ou poder centralizado apenas em uma criatura. Modelos como estes temos às claras na própria Igreja e no exército e aqueles que não correspondiam estavam sempre á margem e passivos de retraimento ou até mesmo de extinção. Imaginaram se assim fosse com a figura de Kardec? ‘ Tudo sei e todos me devem respeito. Minha casa – a Sociedade de Estudos Parisiense - é a maior e a mais sábia de todas e a ela todos devem submissão’. Com certeza ele seria visto com autoritarismo, com necessidade de submissão e até mesmo de afronta ou revolta, afinal, sempre encontramos insubordinados em um navio, em um exército ou em uma organização. A missão de Kardec era mais do que trazer um esclarecimento ou uma nova doutrina: sua missão consistia em unificar o renascimento do cristianismo, tão abalado nos últimos anos, por conta dos interesses mundanos e temporais. Eis que como Paulo de Tarso, Kardec uniu povos e nações em torno do verdadeiro ideal cristão.

 
 
 

Sinopse 12 de 30

Todavia, essa não é a realidade da sociedade escravizada por relações de conveniência, nas quais o interesse pessoal e grupal definem seus códigos de comunicação, sua linguagem e sua praxi. Assim, fica o aprendiz espírita com largo e intransferível desafio íntimo de saber como transportar, para semelhantes quadros de suas experiências, as “boas novas” que vem fruindo no contato com as tarefas doutrinárias. (Capítulo 1 – segunda parte).

Comentário

Retirando deste trecho a parte que nos convém, eis que vale salientar a grande dificuldade que o aprendiz espírita encontra em trazer para o dia-a-dia o equilíbrio entre a sua fé, o seu aprendizado, sua crença e suas responsabilidades mundanas. O cristianismo é visto com olhos céticos e adentrar a uma sociedade competitiva e capitalista trazendo conceitos fraternos e solidários é o equivalente a dizer-se uma ovelha pronta para ser abatida por lobos. No entanto, dentro de seus trabalhos e de suas tarefas, passa a perceber que todo o mundo e todos os ambientes são propícios à prática do amor e da fraternidade, percebe que as sementes precisam ser lançadas e que o terreno fértil aparecerá no momento propício, assim como o Mestre surge ao discípulo que se encontra pronto ao aprendizado.

 
 
 

Sinopse 13 de 30

A inclusão, em nome do Amor, é ação moral para nossa convivência, sem o que não faremos a dolorosa e imprescindível cirurgia de extirpação da egolatria, tão comum a todos nós — almas com pequenas aquisições nos valores essenciais da espiritualização. Diferenças não são defeitos ou álibis para que decretemos o sectarismo e a indiferença, somente porque não compreendemos o papel dos diferentes na engrenagem da vida, executando uma “missão específica” que, quase sempre, só conseguiremos entender quando, decididamente, vencermos as etapas do processo de construção da alteridade. (Capítulo 3 – segunda parte).

Comentário

Em estando a mente no comando de nosso organismo, já pudemos compreender que aquilo que temos como roteiro de pensar, torna-se nosso roteiro de sentir e de captar em nosso corpo físico. Se nossa mente está desequilibrada e desarmonizada, eis que nosso corpo torna-se vulnerável, posto que necessita de comandos. Diante desta vulnerabilidade damos entrada a bactérias reais, que tornam-se dominantes diante do equilíbrio físico.
Tornamo-nos vulneráveis e doenças encubadas eclodem, assim como nossas defesas apresentam pouca reserva de ‘combate’ e o organismo se vê totalmente vulnerável.
No decorrer da obra painéis da Obsessão, podemos vislumbrar este processo ocorrendo em vários irmãos e, se alertas, poderemos observar em nós mesmos fatores que deflagraram doenças e desequilíbrios orgânicos.

 
 

Sinopse 14 de 30

Tal inarmonia propicia a degenerescência celular em formas de cânceres, tuberculose, hanseníase e outras doenças de etiopatogenias complexas. Só a radical mudança de comportamento do obsedado resolve, em definitivo, o problema da obsessão.
 

Comentário

Inclusão social é fato e está ás portas da sociedade, promovendo grandes avanços no convívio entre as diferenças. Ainda se assemelha a uma inclusão discriminatória em que as pessoas torcem o nariz para ceder o lugar para alguém que necessita mais. Presos que estamos à indiferença e ao orgulho, não conseguimos acreditar que alguém necessite mais do que nós próprios. Ermance nos recorda que essa inclusão deve ser feita por amor e pelo amor, não por piedade ou obrigação. As diferenças entre os seres não se caracterizam apenas pelas partes físicas (deficiente visual, auditivo, etc.), mas também pela parte moral. É comum deixarmos de lado criaturas que agem com má índole e que possuem características que julgamos serem destoantes das corretas. Será que o isolamento ou o convívio apenas com seus pares haverá de ajudar estas criaturas a se modificarem ou pelo menos se conscientizarem da necessidade de mudança? E nós outros, aqueles que nos acreditamos ‘diferentes’, que estaremos aprendendo junto apenas aos nossos iguais?

 
 

Sinopse 15 de 30

O exame meticuloso dos erros alheios, ao longo das vidas sucessivas, conferiu-nos ampla capacidade de analisar as imperfeições do próximo. Hoje, graças a essa habilidade de avaliar a conduta alheia, somos exímios “juízes e psicanalistas”, dotados de vastas possibilidades de encontrar causas e razões para os desatinos que ocorrem fora da esfera do “eu”. O que se torna lamentável é não utilizarmos tal recurso para reerguer e auxiliar no aprimoramento do próximo, sendo que, habitualmente, o usamos para destacar o “lado” ruim e amargo de tudo e de todos. Deter-se nesses ângulos sombrios é atitude comum para a maioria dos homens nas experiências carnais. Espera-se, entretanto, de nós outros, os aprendizes espíritas, maior lucidez nas ações. Nosso desafio enquanto discípulos é saber manter-se afetivamente focado no “lado” bom, nas qualidades, nos instantes bem sucedidos de alguém, conquanto tenhamos vastas possibilidades de perceber-lhes as imperfeições e mazelas... (Capítulo 6 – segunda parte).

Comentário

Atitude difícil, não? Como mostrar o aspecto bom de quem nos fere nos atormenta e age com maldade ou até mesmo perseguição? No entanto, já que aprendemos a identificar estas más tendências, seja pela dor que nos causa seja pelo desagrado que nos proporciona, lembremo-nos também de que estamos diante de um irmão imaturo espiritual e moralmente, senão até mesmo uma criatura extremamente doente da alma. E como tratamos os doentes? Com rispidez? Não, embora necessitemos ser enérgicos, não necessitamos ser brutos. Embora aquela criatura esteja focada em algo ruim, não necessitamos assim permanecer. Cabe a nós a mudança, haja vista já termos tanto conhecimento sobre o que é bom e ruim. Se a atitude do próximo nos fere, não nos esqueçamos que a nossa também fere e que os tempos nos pedem que sejamos pela Lei de ‘dar a outra face’ e não da Lei de ‘olho por olho’. Tenhamos todos um excelente dia de reflexão e prática do amor fraterno.

 
 

Sinopse 16 de 30

Assumamos o compromisso renovador de descobrir em cada passo da existência as justificativas saudáveis do “agir humano”, buscando as razões profundas dos atos alheios, a fim de penetrarmos as furnas de suas lutas espirituais na condição de enfermeiro socorrista, disposto a atender, remediar e prevenir enfermidades com as quais, muita vez, nem mesmo seus portadores conseguem avaliá-las com a lucidez por nós desenvolvida nos séculos de vivência no hábito da formação de juízos éticos sobre o comportamento alheio. O ser humano está doente na sua auto-estima e reforçar-lhe aspectos infelizes de sua ação é onerá-lo com mais sombras e dor. (Capítulo 6 – segunda parte).

Comentário

- Este capítulo merece nossa especial atenção, por isso, acabamos por enfatizá-lo em mais um trecho. Nele encontramos algo fundamental para adquirirmos a paz que buscamos ao mesmo tempo em que acrescentamos ao convívio diário a fraternidade que desejamos para nós mesmos. Não se trata de vivermos em um mundo com lentes cor-de-rosa, mas apenas o exercício de focarmos nossa visão no que é bom ou aproveitável. Se alguém age de determinada maneira, com muita certeza tem consciência dessa maneira de agir, haja vista todas as conseqüências que advém dos seus atos. Nossas recriminações e discussões em nada vão lhe alterar o proceder, mas nossa inversão de postura, devolvendo paz em meio à guerra, amor em vista do ódio, luz em detrimento das trevas, fará com que a pessoa em um primeiro instante, sinta-se frustrada, pois espera de nós o combate ou a tristeza, mas ao notar em nós a segurança, o real proceder e sincero acreditar naquilo que estamos alardeando, ela terá mais condições de parar para refletir e verificar as suas próprias posturas. Se não ocorrer, não faz mal, afinal NÃO É ESSA A NOSSA INTENÇÃO. A paz do Mestre se faça sobre todos nós.

 
 

Sinopse 17 de 30

Condutores afetuosos são o esteio das sociedades espíritas fraternas. A eles compete a relevante tarefa de zelar pelo dever de toda instituição doutrinária no melhoramento moral-espiritual. Conduzindo as atividades para esse fim, certamente facultarão aos seus conduzidos um campo afetivo de largas proporções na execução das mais belas semeaduras nos terrenos da espiritualização do ser, e no desabrochar dos melhores sentimentos entre todos os que se entrelaçam no clima da lídima fraternidade. (Capítulo 7 – segunda parte).

Comentário

Se prestarmos atenção, perceberemos que alguém que está à frente de um grupo, seja ele qual âmbito possuir, deve ser alguém que sabe mais silenciar do que apontar, atenuar do que enfatizar, relevar do que frisar, amar que ser amado, doar e não receber e assim por diante. Cada dirigente espírita traz a si as mesmas intempéries somo Kardec relatou em suas Obras Póstumas onde nos deixou estas palavras de Espírito Verdade: “(...) Suscitarás contra ti ódios terríveis; inimigos encarniçados se conjurarão para tua perda; ver-te-ás a braços com a malevolência, com a calúnia, com a traição mesma dos que te parecerão os mais dedicados; as tuas melhores instruções serão desprezadas e falseadas; por mais de uma vez sucumbirás sob o peso da fadiga; numa palavra: terás de sustentar uma luta quase contínua, com sacrifício de teu repouso, da tua tranqüilidade, da tua saúde e até da tua vida, pois, sem isso, viverias muito mais tempo. (...)” Atualmente se diz que é mais fácil ser pedra do que vitrine.

 
 

Sinopse 18 de 30

Sendo presunçosos e passíveis de crônico personalismo, os conhecedores das verdades espíritas, quando na rebeldia, solapam suas existências com terríveis conflitos de culpa e desajustes comportamentais que procuram mascarar com atitudes de puritanismo ou indiferença, O homem rebelde, quando bafejado pela luz da imortalidade, é “usurário do universo” assinando sua própria petição para as vielas expiatórias nos rumos da dor, estagnando no charco da revolta e da desobediência. Com felicidade indaga o lúcido Allan Kardec na referência de apoio: Que adianta conhecer o Espiritismo e não se tornar melhor? Façamos continuamente essa auto-avaliação para jamais esquecermos que as linhas libertadoras do comportamento espírita vão bem além do dever, penetrando as esferas do amor incondicional e da humildade obediente aos desígnios do Pai. (Capítulo 8 – segunda parte).

Comentário

Ainda em Obras Póstumas, Kardec nos revela a seguinte resposta do Espírito Verdade: “(...) A nossa assistência não te faltará, mas será inútil se, de teu lado, não fizeres o que for necessário. Tens o teu livre-arbítrio, do qual podes usar como o entenderes. Nenhum homem é constrangido a fazer coisa alguma.(...)” Ninguém nos obriga a nada e, muito embora o apoio da espiritualidade amiga não nos falte conheçamos ou não o espiritismo, o fato de conhecê-lo nos chama a responsabilidades maiores, posto que a quem muito é dado, muito será cobrado. E não devemos dar em troca em forma de pagamento ou dever cumprido, mas única e tão somente pelo amor edificante, que tudo alicerça e constrói perante a eternidade.

 
 

Sinopse 19 de 30

Amigo e amiga, interrompe os círculos de tuas provas agravadas pela obstinação em que te situas. Quanto mais tempo levares para reagir, mais alto te será o preço do sacrifício. Decide agora pela mudança já que tua revolta com as mudanças pouco acrescentou a teu sossego e felicidade. Apegos milenares e costumes que se perdem no tempo são renovados a custa de experiências opostas a teus sonhos de ventura. (Capítulo 8 – segunda parte)

Comentário

O chamado é claro e tão amoroso. Coloquemos a mão em nossa consciência e vejamos se toda nossa revolta, nossa indignação, nossa reclamação e nosso descontentamento nos trouxeram algum benefício. Com muita certeza nossa face se tornou feia, nossas palavras expelem amargor, nosso ser emana tristeza e nossa vida parece repleta de imenso fel. Paremos enquanto é tempo. Tempo de menos sofrer. Tempo de menos padecermos. Tempo de mais amarmos ao nosso Criador. Tempo de reconhecermos Sua grandeza e sabedoria. Se tudo pouco nos acrescentou, por que insistimos em viver na miséria se Deus nos criou para a fartura? Por que nos contentamos com a sombra, Se Deus nos deu a luz? Todo o mal que te advém é por conta de tua própria postura frente à vida. Ermance é tão clara e generosa ao nos lembrar que tudo aquilo que acumulamos durante milênios existenciais deverá ser retirado a custa de esforço, trabalho e suor! Sigamos com amor, enquanto é tempo – de menos sofrermos!

 
 

Sinopse 20 de 30

Em verdade, meditar não substitui a ação. A caridade é o maior exercício de Amor e despertamento da sensibilidade, conquanto tenhamos na meditação um instrumento que será absorvido com facilidade pelas pessoas habituadas à auto-avaliação ou que estejam predispostas a aprendê-la, fortalecendo o desejo e enrijecendo as disposições para conviver bem, sob o pálio do Amor incansável. Conviver bem é ter sabedoria para abordar o próximo tornando sóbria a relação, agradável, preenchedora, persistentemente, quantas vezes se fizerem necessárias. Além disso, é significativa a utilização da empatia e da vigilância para saber revitalizar essa permuta, cativando-a sempre com os nutrientes atos de afeto altruísta. (Capítulo 10- segunda parte).

Comentário

 Embora Ermance nos esclarece nesta passagem que muitos possuem a facilidade para se auto-avaliarem e se observarem com lucidez, não podemos tomar isso como regra comum. Antes de pronunciar uma frase ou externar uma opinião, você para e pensa em sua profundidade e em seu real conteúdo? Quando você se encontra a frente de uma situação delicada, observa-se e vê quais suas potencialidades e facilidades para abordá-la e tenta utilizá-las muito mais do que com suas fragilidades e medos? Você sabe observar o que vem de você e o que pertence ao mundo? São pequenas perguntas que nos mostram se estamos no caminho em que nos vemos e sentimos diante das situações ou se estamos no caminho de quem apenas experiência seus sentimentos e pensamentos. A união de ambas as situações é louvável e ninguém descarta que o trabalho dignifica o homem, assim como a fé necessita de obras e a teoria sem a prática não se consuma. Ponderemos e avaliemos para verificarmos em qual situação nos encontramos e qual delas devemos trabalhar em nós.

 
 

Sinopse 21 de 30

Na vida espiritual, a grande maioria dos que deixaram a carne carreiam consigo lastimável estado emocional de descrença e desvalor, em razão de perambularem pela vida física abatidos pelas provas e expiações dolorosas, que lhes subtraíram a capacidade de sonhar viver em paz e felizes. As experiências provacionais na opressão, no sofrimento, nas privações, metas não atingidas, perdas “irreparáveis”, anseios reprimidos, doenças “incuráveis”, velhice frustrada, tudo isso nas mágoas e nas vielas da obsessão e da enfermidade reduzem a liberdade do homem, esgrimindo-o a regimes severos de disciplina e aprendizado. Nessa conjuntura seus sonhos e ideais são soterrados por obrigações e necessidades de cada dia no amargor da realidade. (Capítulo 11 - segunda parte).

Comentário

Ninguém nos disse que seria fácil. Ninguém asseverou que seria um mar de rosas. A única certeza que temos é de que é possível, haja vista tantos outros terem conseguido. A grande contribuição virá de nossa mente. Dos exercícios diários que fizermos em prol de nosso próprio benefício e crescimento. Da grande melhoria que quisermos operar frente a estes desafios. Realmente, em certos dias, parece-nos que não teremos mais forças para seguir adiante. Parece-nos que o mundo pesa sobre nossos ombros e se traduz na mesmice, na apatia, na doença e na solidão. Todos os dias amanhecem iguais e sem perspectivas de alegrias, apenas o cumprimento de nossos deveres e obrigações. Como não sucumbir? Como não desvalecer ante a rigorosidade de nossa vida? Encontrando em pequenos fatos motivos de alegria, de júbilo e de gratidão. Todos temos uma missão e um objetivo de aqui estarmos. Por nossas mãos ou através de nossas palavras podem surgir inúmeras opções de amor e crescimento. Esforcemo-nos, posto que Deus é conosco, assim como a espiritualidade amiga e irmãos de jornada. Tenhamos um excelente dia na paz do Mestre.

 
 

Sinopse 22 de 30

A divergência de idéias é uma necessidade a quaisquer grupos ou pessoas que desejem o crescimento real. Onde todos pensam uniformemente há muito campo para o radicalismo de opiniões, à dissimulação de sentimentos e à fragilidade de elos emocionais para formação de relações sadias. Saber conviver com opiniões contrárias é saber emitir idéias sem a carga emocional da vaidosa pretensão. (Capítulo 12 – segunda parte).

Comentário

Alguns adoram ‘bater de frente’. Outros preferem as águas calmas da aquiescência. O que ambos necessitam entender é que as diferenças acrescentam. O que subtrai é a maneira como lidamos com elas. Tomamos posse das nossas ‘verdades’ e não damos espaço para que o outro seja/esteja/externe as suas. Somos os únicos corretos e neste desfile de pompa e orgulho, soterramos o diálogo, criando artimanhas para fazer com que o outro cai em equívoco dentro daquilo mesmo que diz/acredita. Fazemos tamanho alarde de nossa verdade que em muitos momentos discussões gigantescas se formam em um lugar onde apenas deveria ter respeito no tocante ás diferenças. Se as pessoas são teimosas, orgulhosas, prepotentes ou ao contrário submissas, desprovidas de cor e luz, cabe única e tão somente a elas mesmas optar por modificarem-se. Existem pessoas que sequer ouvem a opinião alheia e quem dirá conceitos ou ‘verdades’ destoantes da sua própria. Cada um tem seu próprio momento e respeitar isto é meio caminho para o entendimento. E para aqueles que querem mudar sua maneira de ser e respeitar o próximo, aí vai a dica: ouçam mais e falem menos. Reflitam sobre o que é dito e, no momento em que ouvirem as coisas, assimilem, como quem sorve deliciosa xícara de chá ou chocolate quente. Apreciem o que é dito antes de formularem perguntas ou respostas. A paz do Mestre com todos.

 
 

Sinopse 23 de 30

A paixão é como um colapso das forças do coração colocando a criatura refém de si mesma, nos domínios da afeição sem limites, atordoando a razão e enfraquecendo a vontade, causando uma pane biológica na vida hormonal e neurocerebral, tema esse que tem merecido estudos da neurociência na compreensão da química fisiológica. Sabe-se na Terra que os processos afetivos são responsáveis diretos pela harmonia ou desajustes na vida dos neurônios. O estudo das sinapses - conexão entre os neurônios - tem revelado ao homem que a quantidade de neurotransmissores - elementos químicos mensageiros - é fator determinante para variados quadros dos distúrbios do humor, desde a depressão branda a psicoses graves. (Capítulo 13 – segunda parte).

Comentário

Nosso corpo é o depósito de nossos sentimentos e de nossos pensamentos, daí à tão conhecida frase “corpo são, mente sã”, não nos é difícil de entender. Não estamos falando de atletas ou de aficionados por dietas, mas falamos de pessoas que mantém um equilíbrio entre o bem-estar físico e emocional. Nosso organismo está interligado não apenas entre músculos, membros, ossos e órgãos, mas também pelas secreções e hormônios por eles excretadas. Como todo o universo que é harmônico, nosso corpo também o é. Se algo se desalinha em qualquer parte, outras tantas serão afetadas. Nossas emoções são fios condutores do que pensamos e manipuladoras de nosso ser. Se emoções em desalinho, corpo em desalinho. E não raro, espírito em desalinho, abrindo brechas para vibrações inferiores e nocivas. Zelemos por nós, numa totalidade: física, espiritual e emocional.

 
 

Sinopse 24 de 30

Os cargos em si mesmos não são o problema. Eles são necessários para a disciplina, a ordem e o progresso das instituições. A relação de apego travada com os cargos é que podem constituir graves problemas para nossas Sociedades. Em muitos casos, temos observado um processo sutil de apego aos cargos, representando a expectativa subliminar de prestígio e reconhecimento, como forma de compensar a frustração advinda de fracassos e metas não atingidas em várias vivências do ser humano. Não logrando o sucesso desejável em outras áreas, a criatura encontra na posição de comando o “lugar sonhado” para ser bem sucedido e valorizado. Não se sentindo bom pai, bom filho ou boa mãe, bom profissional ou bom colega, bom chefe ou bom vizinho, não alcançando vôos de simpatia junto à convivência, ou ainda não obtendo êxito nos degraus da formação cultural, procura nos cargos a proeminência, a situação de destaque junto aos grupamentos doutrinários, compensando suas frustrações não superadas. (Capítulo 14 – segunda parte).

Comentário

Isto é muito comum. Transferimos nossas frustrações pessoais para aquelas posições que adquirimos ao longo da vida. Daí a entender porque uma instituição filantrópica (ou até mesmo uma casa espírita) gere tanta competitividade entre os seus membros, ao invés da união e da harmonia. Atualmente transferimos a excelência do ser estar e fazer para os cargos que possuímos. Diretores, dirigentes, presidentes, ou seja, lá o que for nossa atividade, queremos que ela brilhe no limiar da ostentação e, para tanto, esquecemos de nossa função primeira onde estamos: aprendizado, desenvolvimento social, fraternidade, solidariedade e tantas outras atribuições mais dignas que nosso próprio egoísmo. Ninguém enche os pulmões para dizer: sou faxineira de uma casa espírita ou sou recepcionista de determinada entidade. Somos desvalorizados pelos outros, porque nós mesmos ainda não nos demos conta da grande importância de quem nos recepciona com sorriso e votos de boas vindas e tampouco valorizamos um chão limpo ou um mobiliário sem poeira, ambientes harmônicos e arejados pela boa vontade e bom animo de criaturas zelosas.

 
 

Sinopse 25 de 30

A inveja é das mais cruéis imperfeições morais, porque é filha queridíssima do orgulho, e sendo assim, é dos sentimentos que a criatura menos confessa a si mesmo. Pergunte a um grupamento das fileiras do Consolador quem padece de tal doença e, certamente, as justificativas de escape surgirão prestes a abonar as atitudes, fugindo cada qual de reconhecer que padece de inveja. De fato, é a imperfeição que menos admitimos em nós, e que, no entanto, pela sua forma “engenhosa” de ser, impede seu reconhecimento. Os limites entre a inveja e a necessidade de progresso, o desejo de lograr metas que outros venceram, é muito sutil e demanda auto-conhecimento. (Capítulo 17 – segunda parte)

Comentário

Cumplicidade e simbiose, são as características que envolvem a inveja e o orgulho. Invejamos amigos, parente, pais, filhas e até cônjuges e tudo porque nosso pensamento é egoistamente orgulhoso. O sucesso de nossa amiga nos incomoda, afinal, não tem os o carro do ano dela e nem o marido voluntarioso que faz todos os seus caprichos. Invejamos nossa filha, pois encontrou alguém que a ama profundamente e a faz feliz – por que eu não? Esquecemo-nos de que tudo já tivemos e temos em mãos, mas por não ter a etiqueta :”Pertence a mim”, não nos serve, pois nosso orgulho nos consome no simples manifestar de aceitar algo de alguém, quer seja lá quem for. É mais fácil doarmos até daquilo que necessariamente não nos pertence, para nos fazermos presentes e bem vistos perante a sociedade, mas nosso interior crepita o orgulho, a baixa auto-estima e recalques inenarráveis. Então, colocamo-nos a invejar e a destruir vidas alheias com nossa falsa amizade e nosso falso amor, ambos ferramentas que tem como objetivo único alimentar nosso orgulho e nossa vaidade. ‘Ai, como invejo o cabelo daquela dissimulada! Como eu queria ter um apartamento como daquela sirigaita! Onde aquele homem consegue tantas bellas mulheres, que tem ele de melhor do que eu? Quero o mesmo que ele(a), custe o que custar!’. Nesse ansiar desenfreado da inveja, acreditamos que o céu tem descer à Terra para satisfazer todas as nossas necessidades, posto que não nos sujeitamos a qualquer trabalho e nem aquilo que a vida já nos oferta generosamente. Nosso conceito próprio está tão elevado, não? Reflitamos, irmãos de caminhada, para não nos perdermos nas teias da obsessão e nem do desamor.

 
 

Sinopse 26 de 30

Conveniências, nas quais nos encontramos amordaçados moralmente no atendimento a caprichos ou conceitos pessoais, rezam que decretemos juízos definitivos e imutáveis sobre as pessoas. Uma leve flatulência e já nos sentimos à vontade para expedir juízos. E se a pessoa em questão é alguém que não atende as nossas exigências de entendimento e afinidade, possivelmente daqui a um século ainda sustentaremos as mesmas recriminações, guardando, por conveniência, as mesmas idéias sobre nosso “réu’. Nesse caso, nosso orgulho rebaixa o “outro” ao patamar das próprias lutas pessoais, e a inveja provoca uma miopia impedindo-nos de enxergar as qualidades nele existentes. Difícil tema dos relacionamentos, porque além de convivermos com aquilo que os outros pensam que somos, ainda temos que separar aquilo que pensamos que somos, daquilo que realmente somos, deixando claro que nem mesmo nós próprios, em muitos lances, sabemos avaliar com a precisão necessária as causas de nossas ações. (Capítulo 18 – segunda parte).

Comentário

 Se formos inquiridos acerca de nossas próprias qualidades e fragilidades, talvez vacilemos em responder. Alguns terão tantas qualidades a enumerar, que será fácil de se perceber o orgulho a lhes envaidecer o peito. Outros tantos terão tantos defeitos a relatar, que visivelmente far-se-á notada a falta de equilíbrio perante o próprio juízo. Todos possuímos qualidades e defeitos, resta saber qual deles queremos deixar prevalecer. O fato é que se mal conseguimos nos situar frente ao real, quem dirá ao eterno e ao mutável. Rebaixar o outro ao patamar das próprias lutas pessoais é o equivalente a apenas ver-lhe os defeitos, sem evidenciar-lhe as qualidades e os pontos positivos. Eis o exercício de procurarmos no próximo as suas qualidades. Se ele tem condições de lidar com isso ou não, de forma alguma nos cabe. Cabe a nós, sem sombra de dúvidas, o dever de modificarmos a nós mesmos e o relacionar-se com o outro nos proporciona rico aprendizado, desde que não nos deixemos conduzir pelo orgulho e pela vaidade.

 
 

Sinopse 27 de 30

Somente o egoísmo humano, travestido em usura e insensibilidade, pode levar o raciocínio a encharcar-se de materialismo na supervalorização da movimentação pessoal, a ponto de colocarmo-nos como centro exclusivo dos nossos êxitos, sem contabilizar a extensão de amparo da Divina Providência. A vida é um processo de permutas contínuas e o que foge de respirar nessa lei padece as injunções da própria lei, decretando que até aquilo que parece termos pode nos ser tirado. Essa a razão pela qual apontamos a ingratidão como sendo um dos maiores corrosivos da sensibilidade e do Amor. Ela “apaga” da memória os benefícios do ontem e antecipa obstáculos em relação ao amanhã. Ser grato é ser melhor e crescer; é ter na lembrança os benfeitores de ontem, é aprender a fixar-se nas circunstâncias felizes da existência, é devolver à vida os créditos que nos beneficiaram, é aprender a superar queixas e desgostos com a reencarnação dilatando o espírito de desprendimento e aceitação, sem deixar de buscar o progresso. (Capítulo 20 – segunda parte).

Comentário

Ah a vaidade. Acreditamos que toda desgraça que nos ocorre é fruto e responsabilidade de terceiros, mas aquilo que nos sucede de bom é fruto de nosso empenho, inteligência, sorte e assim por diante. Ermance nos recorda das leis imutáveis e da própria realidade em que vivemos, onde um não sobrevive sem o outro. Nesse recordar, nossa irmã mostra-nos a fragilidade que nos compete e assevera, com justa colocação, que até mesmo àquele que tem lhe será tirado. Nada nos pertence em definitivo e se fugimos ao ciclo natural da vida, deveremos recomeçar e refazer passos. Fugir ao ciclo natural da vida é deixar de reconhecer o amparo de Deus, a intercessão fraterna dos amigos espirituais, desconhecer a fraternidade e a igualdade, dentre outros. Vejam que lindo ensinamento esta irmã nos proporciona acerca da gratidão e de como mantê-la acesa em nosso ser, facultando mais e mais auxílio e beneméritos por conta de nossa humildade e respeito.

 
 

Sinopse 28 de 30

Há pessoas propensas a se melindrarem graças à posição íntima de se colocarem como vítimas da vida. Assediadas por “culpas de outras vidas”, que mais não são que seus desvarios de auto-piedade e pieguismo, elaboram um sensível sistema psíquico que as predispõe a se sentirem perseguidas pela “má sorte”, pelos “obsessores” e pela indiferença dos outros em relação a elas. No fundo são vítimas de si mesmas. São casos de desajuste reencarnatório em bases de rebeldia e inconformação com sua atual existência, promovendo uma insatisfação persistente com tudo e com todos, em lamentável egocentrismo de opiniões e interesses onde quer que se movimentem. (Capítulo 21 – segunda parte).

Comentário

Dignos de nossas preces, irmãos que agem desta forma estão adiando a oportunidade bendita de se verem livres das dívidas pretéritas. Sentem-se sempre aqueles que não possuem nada e na hora da avaliação entre o que possuem e aquilo que acreditam não possuir, eis que são mais afortunados e reconhecidos que tantos outros. Na tática da auto-piedade acabam sendo cercados de atenção, de preocupações e de proteções por tantos quantos se lhe cruze o caminho, exercendo uma verdadeira manipulação dos próprios interesses de comodidade, regalias e facilidades. São criaturas que não se dignam a abandonar o orgulho e a prepotência e acreditam que todos devem por elas se dobrar, exercendo chantagem emocional e até mesmo obsessão sobre aqueles que se dispõe a ajudar e amparar. Estes, por sua vez, tornam-se mulas de carga, tendo de percorrer longos caminhos fazendo todo o esforço e ainda agüentando as chibatadas de seu condutor. Círculo vicioso entre opressor e oprimido que não percebem que a condição primeira para que tudo cesse é justamente aceitar aquilo que lhe cabe, reconhecendo os verdadeiros valores daquilo que possui e julga não possuir, afetiva ou materialmente.

 
 

Sinopse 29 de 30

Amigos verdadeiros mantêm-se na área dos vínculos afetivos, longe da possessão afetiva. O vínculo é uma relação que une sem fusão, sem subtração da individualidade, sem direitos especiais sobre o outro. Daí o motivo pelo qual a amizade autêntica é semelhante a um belo jardim, a exigir cuidados e mais cuidados na manutenção das flores da virtude e na fertilidade da terra do caráter, tornando os verdadeiros amigos cultores da arte do amor, na sua acepção de respeito ao outro, sem os infortúnios causados pela possessividade perturbadora. Pessoas existem que fazem dos amigos um objeto de desejo e preenchimento de carências, quando então a relação marcha para o fracasso. Esperam tudo do outro e nada fazem, enquanto ser amigo é doar-se e interessar-se pelo outro. (Capítulo 24 – segunda parte).

Comentário

Que delícia é poder dizer a alguém nossos sentimentos, nossas preocupações e pensamentos, não é mesmo? Que delícia é poder compartilhar com o próximo nossas alegrias, nossos projetos, nossos planos e anseios! E que lindo é quando aquele que recebe nosso compartilhar o faz com respeito, cuidado e zelo! Que lindo quando alcançamos o equilíbrio do relacionamento, onde respeitamos o próximo como ele é, acreditamos em seu potencial, ofertamos o nosso melhor, mas nos mantemos individualidades. Descobrir nossa individualidade é algo mágico! É como perceber toda nossa força, nosso potencial e nossa luz! Descobrir nossa individualidade é perceber que muito temos direito, mas que nada nos chegará pela imposição ou pela chantagem. É descobrir que merecemos muitas coisas, mas que não necessitamos cobrar isso de ninguém, porque nossa própria postura frente à vida nos proporciona tudo aquilo de que necessitamos. Recebemos em profusão. Recebemos daquilo que damos. Que tal darmos liberdade, respeito e a fraternidade incondicional? Olhe para aquele amigo querido e perceba quais são os sentimentos que estão presentes em vosso relacionamento. Faça uma análise de vossa amizade e perceba o que precisa ser ajustado para que não seja uma amizade sufocante e castradora. Após perceber as necessidades de mudança, haja! Faça e verás a mudança que se processará ao teu redor e dos demais, porque será necessário fazer isso com todos aqueles que nos cercam. Vá aos poucos, um a um. E desfrute da liberdade de viver com amor e respeito. A paz do Mestre com todos.

 
 

Sinopse 30 de 30

  Em Laços de Afeto damos nossa contribuição despretensiosa pela instauração de uma campanha pela humanização nas instituições terrenas. Dirigimos nossas reflexões ao centro espírita, conquanto a família e a escola, as empresas e órgãos públicos, e ainda quaisquer ambientes onde os relacionamentos encontrem-se voltados a um objetivo comum são como “terra fértil”, que guarda projetos de ascensão e paz a serem direcionados para o amor uns com os outros, no engrandecimento da evolução espiritual da individualidade. Por divisa tomamos a frase lapidar de Jesus para ser o archote dessa campanha que urge: Nisto todos reconhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. (João, 13:35) – (Apêndice final).

Comentário

Se fizermos uma retrospectiva das sinopses, veremos que nem é perceptível isso que Ermance nos diz: ‘humanização nas instituições terrenas’. O foco do livro é este, sem sombra de dúvidas, porém, quanto não pode ser acondicionado também à nossa vida conjugal, familiar, social e profissional? E por que ensinamentos voltados à Casa Espírita podem ser benéficos em tantos setores de nosso viver? Pelo simples fato de que a Casa Espírita é aquilo que dela fizermos, assim como nossa família, nosso trabalho e nossa sociedade, porque todos estes agrupamentos são compostos por pessoas como nós: em evolução – com necessidade de aprendizado e reparação. Ao unificarmos todas as experiências, retirando delas o que de melhor possuem e aplicando-as a tantas outras situações, veremos que a vida é um conjunto de repetições, onde o amor deve prevalecer. Repitamos a paz em caso e na rua, repitamos o respeito em casa e na rua, repitamos o que quer que seja dentro de nós e para com o próximo e colheremos os resultados e efeitos proporcionais aquilo que estamos fazendo. Que tal, literalmente, fazermos amor? Que tal sentir, emanar e ofertar esse sentimento em sua condição mais nobre que é a do respeito, do amparo, da aceitação, da renúncia e do perdão? Agradecemos a oportunidade por compartilhar desta obra. A paz do Mestre com todos.

 
 

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Atualizado em: 26/11/2010