Há 2000 anos

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Sinopse 1 de 30

Em 7 de setembro de 1938, afirmava ele em pequena mensagem endereçada aos seus amigos encarnados: "Algum dia, se Deus mo permitir, falar-vos-ei do orgulhoso patrício Públio Lentulus, a fim de algo aprenderdes nas dolorosas experiências de uma alma indiferente e ingrata. Esperemos o tempo e a permissão de Jesus.".(...) "Agora verificareis a extensão de minhas fraquezas no passado, sentindo-me, porém, confortado em aparecer com toda a sinceridade do meu coração, ante o plenário de vossas consciências. Orai comigo, pedindo a Jesus para que eu possa completar esse esforço, de modo que o plenário se dilate, além do vosso meio, a fim de que a minha confissão seja um roteiro para todos.” (...) (Apresentação)

Comentário

Exatamente hoje podemos comemorar o 72º aniversário desta comunicação de Emmanuel. Dois mil anos terrenos se passaram e de orgulhoso patrício, eis que nos deparamos com o humilde irmão de jornada. Deus deu a permissão, Jesus o amparo e aqui está este irmão, refeito de seus dias sombrios, ofertando ao próximo daquilo que aprendeu e refez em si próprio. Quando percebeu suas fragilidades e deficiências, Emmanuel não parou no tempo a lamuriar-se ou a maldizer o tempo que desperdiçou com atitudes insanas, mas sim tratou de se renovar. Não quedou-se na auto-comiseração ou nos absurdos acusatórios a terceiros, escusando-se do trabalho renovador e retificante. Pelo contrário, diante de seus erros e desacertos, buscou a melhoria e não se fez prisioneiro de teorias, chavões ou frases ditas. Graças ao seu empenho e à sua humildade em reconhecer os próprios erros, temo-lo hoje, como amigo querido que nos conforta e que por dezenas de anos fez-se ouvir pela psicografia de Francisco Xavier. O convite, companheiros de jornada, é para que conheçamos pequenos trechos desta obra de maneira a refletirmos sobre nós mesmos e nossas próprias atitudes frente à nossa evolução. Não guardemos tudo em um álbum de recordação, pelo contrário, utilizemos como adequadas ferramentas para o “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. A paz do Mestre esteja com todos.

 
 
 

Sinopse 2 de 30

(...) mas, segundo nossas observações, acreditamos que o médico de Tibur presume tratar-se de um caso de lepra. - É uma presunção atrevida e absurda! - Entretanto, se não podemos admitir qualquer dúvida com relação aos nossos antepassados, sabes que Roma está cheia de escravos de todas as regiões do mundo e são eles o instrumento de nossos trabalhos de cada dia.

Comentário

Nesta passagem tomamos conhecimento do diálogo de dois senadores romanos, homens respeitados e temidos por conta de sua posição em Roma. Falam da filha do mais jovem, acometida por uma doença que lhe dilacera as carnes. A lepra, uma das doenças mais antigas do mundo, já foi motivo de atos insanos e segregatórios por parte de muita gente. A desinformação é grande fonte de mal estar e em nosso Brasil, até recentemente, os portadores dessa doença eram forçados a se internarem em colônias específicas, semelhante ao que se via e séculos atrás, quando os portadores da doença deviam andar com sinos para avisar que chegavam. Após a fase da discriminação e segregação, eis que o Brasil adentrou ao patamar dos grandes estudiosos da doença, haja vista inclusive a alta incidência em nossas Terras. Perfeitamente controlável nos dias atuais, apenas 5% daqueles que entram em contato com o bacilo acabam por desenvolver a doença, valor alto, que faz com que nossa pátria esteja entre os 90% dos casos encontrados no início da década de 2000. Conhecimento á parte, voltemos à frase deste senador que diz que os ‘seus antepassados’ não poderiam jamais apresentar tal doença, haja vista sua condição de nobreza e pureza, o que já não poderia ser visto no tocante aos escravos, tão bastardamente discriminados e tratados já àquela época. Presunção, orgulho e vaidade demonstravam que determinadas doenças não poderiam pertencer a nobres castas.

 
 
 

Sinopse 3 de 30

- Tenho sacrificado aos deuses, segundo os nossos hábitos - respondeu Públio, compungida mente - e ninguém mais que eu se orgulha das gloriosas virtudes de nossas tradições familiares. Entretanto, minhas observações não surgem tão somente a propósito da filhinha. Há muitos dias, ando torturado com o espantoso enigma de um sonho. - Um sonho? Como pode a fantasia abalar, desse modo, a fibra de um patrício? (...) - Sonhos há - prosseguiu Públio - que se distinguem da fantasia, tal a sua expressão de realidade irretorquível.

Comentário

Na altura da página 22 deste romance, Públio e Flamínio conversam e o primeiro quer lhe relatar as dúvidas que vagueiam em seu ser. Públio, através do sonho, é levado a conhecer seu passado e as atrocidades que cometera em nome do poder e do orgulho. Enquanto este relata o sonho, Flamínio sente-se profundamente abalado pelas revelações, mas por não estar envolvido emocionalmente, busca a praticidade como meio de dominar as dúvidas e incertezas que se principiam em seu ser. Há seu tempo, Públio pode relatar com extrema clareza fatos e diálogos, sentimentos e emoções que dão a nítida sensação de haver vivido aquele sonho tal a lucidez e riqueza dos mesmos. Ao término do relato, ambos estão emocionados e como é de se esperar, Públio põe-se a refletir acerca do mesmo e toma atitudes para compreender e comprovar o que ali tomou conhecimento. Assim é esperado de nós. Em momentos de desprendimento de nosso espírito, seja durante o sono, ou seja, durante recordações outras, nos são dados caminhos, mostradas razões e esclarecidas dúvidas. Somos convidados a conhecer e a reconhecer situações que nos envolvem e o bom uso que destes momentos fizermos será a continuidade desta ajuda. Leiam a cerca do sonho de Públio e percebam suas atitudes investigativas. Sejamos como este irmão o foi: se algo nos for apresentado, busquemos a comprovação se assim se fizer necessário, mas, sobretudo, não nos deixemos levar por aflições desnecessárias. Se algo se nos apresenta não é para que nos atordoemos ou nos sintamos frágeis, mas sim para que nos fortaleçamos e até mesmo recordemos compromissos assumidos no pretérito. O medo e a angústia que determinados sonhos nos causam, são fruto de nossa postura íntima. Não devemos temer, mas nos preparar, educar e confiar na providência divina.

 
 
 
 

Sinopse 4 de 30

Desde os primeiros tempos do Império, a mulher romana havia-se entregado à dissipação e ao luxo excessivo, em detrimento das obrigações santificadoras do lar e da família. A facilidade na aquisição de escravos empregados nos serviços mais grosseiros, como nos mais elevados misteres de ordem doméstica, inclusive os da própria educação e instrução, havia determinado grande queda moral no equilíbrio das famílias patrícias, porquanto a disseminação dos artigos de luxo, vindos do Oriente, aliada à ociosidade, amolecera as fibras de energia e de trabalho das matronas romanas, encaminhando-as para as frivolidades da indumentária, para as intrigas amorosas, a preludiar a mais completa desorganização da família, no esquecimento de suas tradições mais apreciáveis. (página 32 capítulo II)

Comentário

É sabido que aqueles que se tornaram escravos faziam parte dos povos vencidos em guerras e batalhas. É sabido que dentre estes escravos, encontravam-se rainhas, príncipes e princesas das nações que sucumbiram ante a força bruta. Muitos possuíam vasto conhecimento, assim como delicadeza incontesti. Estes eram trazidos para serviços relativos á educação e á cultura e, em casos que podiam ser contados nos dedos, recebiam a liberdade e eram considerados como escravos libertos. Não raro permaneciam junto a seus ‘amos’, até por conta de toda a destruição que sua nação e seus familiares já haviam sido vitimados. E que faziam aquelas criaturas que se viam ás voltas com tempo ocioso e cujos trabalhos eram realizados por estes escravos? Davam-se ao luxo e ao prazer. Por isso, se em algum momento de nosso viver nos sentirmos cansados e até mesmo esboçarmos algum pensamento maldizendo o trabalho e as responsabilidades que abraçamos, recordemo-nos dos tempos de ociosidade em que desvirtuamos a paz doméstica e sombreamos nosso viver com densas nuvens de luxúria, superficialidade e egoísmo. A família está alicerçada na mulher. Tenhamos famílias dignas, sejamos dignas. Alimentemos a paz, a luz, a concórdia e a união no seio familiar, nossa grande escola terrena.

 
 
 

Sinopse 5 de 30

- Sabem os deuses, todavia, como tenho vivido nestes últimos tempos, desde que ouvi a opinião franca e sincera do médico de Tibur. Bem sabes que para ele o caso de minha filha é mal doloroso e sem cura. Desde então, toda a minha vida tem sido uma série de preocupações e martírios. Tomei todas as providências para que a pequena fosse isolada do círculo de nossas relações, atendendo aos imperativos da higiene e à necessidade de circunscrever, com o nosso próprio esforço, a moléstia terrível. (página 33 capítulo II).

Comentário

Deus, em sua sabedoria, nada faz de errado ou injusto. Imprevidência e desinformação pululam entre as mulheres que se entregam ao sexo sem noções de cuidados e zelos próprios. Inúmeras meninas engravidam diariamente dando a oportunidade bendita do reencarne a uma série de criaturas, mas algumas situações estão fora do contexto estipulado. E por assim o ser, muitas mães não se encontram emocionalmente preparadas para a maternidade e delegam a responsabilidade a avós e até mesmo a pais. Mas Deus deu á mulher a responsabilidade pela prole. Salvo algumas exceções, divisamos isto também no reino animal, numa sequência natural de reprodução e renovação. Afora as diversidades envolvendo as deliberações sexuais, temos também muitas criaturas que simplesmente rejeitam seus filhos, buscando o aborto e cometendo crimes bárbaros com estas pequenas criaturas, postas à mercê de adultos para que sejam educadas e orientadas e não subjugadas, exploradas e maltratadas. Nesse ínterim, temos mães cujo devotamento é de se analisar. Muitas têm em seus braços filhos que sequer vão andar, falar ou fazer qualquer movimento que não seja o balbuciar de gemidos e as necessidades fisiológicas. Aos olhos materiais, seres imperfeitos que vegetam. Aos olhos espirituais criaturas que buscam aprendizado, reparação e necessitam de amor e amparo. São estas mães que necessitam de nosso amparo. São estas mães que dentro de sua fortaleza individual carecem também de nosso concurso fraterno para que consigam levar avante sublime missão. Às irmãzinhas que ainda não amadureceram espiritualmente no tocante às suas responsabilidades e compromissos frente a estes espíritos, filhos de Deus, enderecemos nossas preces e tentemos, na medida do possível e do aceitável, interferir beneficamente para que as criaturas envolvidas não percam a oportunidade bendita de redenção.

 
 
 

Sinopse 6 de 30

Públio é um bom coração, generoso e idealista, mas, como patrício descendente de família das mais ilustres da República, é vaidoso em demasia. Homens dessa natureza requerem grande senso psicológico da mulher, sendo justo e necessário que aparentes igualdade absoluta de sentimentos, de modo a poderes conduzi-lo sempre pelo melhor caminho.

Comentário

Interessante o conselho dado a Lívia. Se nos quedarmos a analisar as situações, veremos que ainda é assim até hoje, embora de uma forma não tão correta: “Ah, ela virou a cabeça dele” ou “Por trás de um grande homem há uma grande mulher”. O que tem faltado a estas senhoras poderosas é o uso deste poder no bem, no amor e na elevação. O que vemos são disputas por bens terrenos, futilidades e desvarios múltiplos. A função da mulher, como bem sabemos, é a de conceber gerar. Não concebemos e geramos apenas filhos, mas também o sustentáculo da família, o regaço aconchegante, o bem e o amor. Se os homens do mundo buscam algo diferente disso é por, justamente em sua própria família, não terem sido orientados e educados a darem o devido valor e o devido respeito a este desígnio divino, desejando que a companheira seja provedora, amante e empregada. Cabe a cada uma das mulheres saber se valorizar e saber externar este dom divino, para que os relacionamentos familiares, sociais e fraternos sejam gerados e concebidos em harmonia e fraternidade. Temos uma ferramenta indescritível em mãos. Saibamos utilizá-la com amor e discernimento em prol do bem.

 
 
 

Sinopse 7 de 30

Informado de que o prisioneiro se evadira, o senador sentiu a consciência aliviada das acusações que lhe pesavam no intimo. Afinal, pensou, tratava-se de caso de somenos importância, porquanto o rapaz, distante do cárcere, procuraria imediatamente a casa paterna; e, consolidando sua tranqüilidade, expediu ordens aos dirigentes do serviço de segurança, recomendando se abstivessem de qualquer perseguição ao foragido, a quem se levaria, oportunamente, o indulto da lei.

Comentário

Ao acompanharmos a narrativa deste livro, veremos Públio ao chegar a Jerusalém deparara-se com uma situação em que fora chamado a usar de severidade para impor-se ao devido respeito em terras novas. Porém, usou do excesso desta imposição, inclusive, condenado um jovem de 18 anos á prisão perpétua por haver lançado uma pedra á sua caravana. Passados alguns dias, o pai deste jovem despe-se de toda vaidade e orgulho e procura o soberano, pedindo-lhe reveja a dureza de sua condenação, haja vista o fato de que o jovem aprisionado é primogênito, bom filho e braço forte na sustentação da casa e dos demais familiares. A se ver humilhado e recusado em seus mais sinceros pedidos e necessidades, este pai de família predispõe-se ao ódio e não ao perdão ou à tolerância e descarrega em Públio ódio e promessas de vingança. Públio recorda-se dos chamados que vem recebendo do mundo espiritual e tenta retificar sua postura. Mas a vida não gira apenas em torno de Públio e de suas necessidades e eis que novo rumo foi dado ao jovem preso. Ato de desencargo de consciência e não de perdão ou arrependimento sinceros, Públio deixa-se satisfazer pela resposta obtida e sequer averigua sua veracidade. Sente-se aliviado, afinal, o outro nem era tão bom assim. Este é nosso comportamento diante da vida. Somos chamados constantemente ao reparo de nossos erros e imperfeições, à retificação junto àqueles com quem agimos erroneamente e que fazemos? No primeiro ventinho contrário deixamo-nos paralisar e até nos sentimos desincumbidos de qualquer reação menos fraternal. Sejamos sinceros com nós mesmos: queremos reparar nossos erros para não termos dívidas ou queremos reparar nossos erros porque amamos e queremos exercitar esse amor? Que seja o desprendimento e o amor sinceros a envolver nosso ser nesta jornada evolutiva.

 
 
 
 

Sinopse 8 de 30

Soa para teu espírito, neste momento, um minuto glorioso, se conseguires utilizar tua liberdade para que seja ele, em teu coração, doravante, um cântico de amor, de humildade e de fé, na hora indeterminável da redenção, dentro da eternidade... Mas, ninguém poderá agir contra a tua própria consciência, se quiseres desprezar indefinidamente este minuto ditoso!

Comentário

Esta passagem faz parte do encontro de Públio com O Nazareno, nosso Mestre Jesus. Preso a convencionalismos, à criação cheia de vaidades e orgulhos, aos requisitos sociais, eis que este irmão era chamado a tudo rever e a adotar o amor e a humildade como referenciais de vida. Vale salientar que Públio foi procurar Jesus, mas o fez disfarçadamente e indiretamente, posto que não ‘cairia bem’ alguém de sua hierarquia procurar um profeta. Ainda assim, Jesus que asseverou que nenhuma ovelha se perderia, foi em busca deste ser, mostrando-lhe a oportunidade bendita. Deixando Públio de lado e voltando-nos a nós mesmos, já pararam para refletir quantas e quantas vezes somos chamados a atender ao pedido de que nos deixemos levar pela fé, pela humildade e pelo amor? Quantas vezes nos vemos às voltas com o minuto derradeiro e o deixamos passar, com prejuízo e conseqüência que só nós mesmos podemos avaliar? A liberdade de escolha é nossa, assim como as consequências desta escolha. Se nossa consciência estiver em brasas, não haverá criatura capaz de resfriá-la, salvo por nossa própria modificação e redenção. Vamos desperdiçar mais um chamado? Vamos deixar passar este exemplo? A paz do Mestre com todos.

 
 
 

Sinopse 9 de 30

Se a fé instituiu na tua casa o que consideras a alegria com o restabelecimento de tua filha, não te esqueças que isso representa um agravo de deveres para o teu coração, diante de nosso Pai, Todo- Poderoso!...

Comentário

Nesta passagem, eis mais um alerta (nossa quantos alertas recebemos e desprezamos, não?). Através da fé de Lívia, esposa de Públio, operou-se o restabelecimento e a cura da filha do casal. E eis que Públio é lembrado de que se algo recebeu de Deus, eis que seu coração se vê envolto em mais compromissos, até pela gratidão. Que fazemos nós quando algo de bom nos sucede? Reconhecemos toda sorte de situações que NÓS fizemos com que acontecessem, conseguimos encontrar a sorte como responsável e tudo quanto é postura, menos a de gratidão a Deus pelo que nos foi concedido. Claro que nada cai do céu e tudo nos chega é a custa de sacrifício e empenho, mas será que se não fosse pela intervenção divina ou pelo Seu amor junto a nós, teríamos alcançado o que quer que seja? Não devemos reverenciar e nem nos dobrarmos a ninguém como colaborador nestes benefícios alcançados? Vejam o caso de Públio... Sua filha curou-se quando ele foi procurar Jesus, mas a cura só se processou por conta da fé de Lívia e do próprio merecimento da criança. Bastava dizer que ele foi e isso fez toda a diferença? Cabe a ele o mérito? Na passagem em questão, algo pior sucede, posto que Públio não reconheça a cura imediata e inacreditável ao Nazareno, mas sim a todo o zelo e cuidados médicos que foram dispensados à pequena. A arrogância tem um preço e dela tomaremos conhecimento na próxima sinopse. A paz do Mestre com todos.

 
 
 

Sinopse 10 de 30

Estiveste, esta noite, entre dois caminhos - o do servo de Jesus e o do servo do mundo. No primeiro, o jugo seria suave e o fardo leve; mas, escolheste o segundo, no qual não existe amor bastante para lavar toda a iniquidade... Prepara-te, pois, para trilhá-lo com destemor, porque preferiste o caminho mais escabroso, em que faltam as flores da humildade, para atenuar o rigor dos espinhos venenosos!... Sofrerás muito, porque nessa estrada o jugo é inflexível e o fardo pesadíssimo; mas agiste com liberdade de consciência, no jogo amplo das circunstâncias de tua vida... Conduzido a uma oportunidade maravilhosa, perseveraste no propósito de percorrer a via amarga e dolorosa das provações mais ríspidas e mais agudas.

Comentário

Nesta parte da narrativa, Públio está em desdobramento, durante o sono, perante o ‘juiz’ que tempos atrás lhe mostrara suas iniquidades e que fora o que lhe dissera da possibilidade de redimir-se em uma nova encarnação, refazendo caminhos através do amor e da humildade. Ah, Senhor, quando a vida nos convida a praticarmos o amor e o perdão, nem sempre compreendemos. Quando a vida nos convida a mostrar a outra face, eis que nada conseguimos fazer. Os maus conselhos nos envolvem e nossa mente voltada aos interesses próprios se coloca em posição de orgulho e vaidade. Dar a outra face é mais do que acreditar estar fazendo todas as vontades do outro, mas é também perceber onde está a liberdade em escolher o caminho suave e o caminho pesado. Públio preferiu o caminho em que prevaleciam os ensinamentos mundanos aos ensinamentos que ele recolhia da espiritualidade. A liberdade em escolher lhe pertencia, assim como a consequência de sua escolha. Castigo? Não. Embora seus protetores lhe inspirassem a escolha do caminho do amor, não o abandonariam na escolha que fizera, mas que estive ciente de que a rudeza se faria presente.

 
 
 

Sinopse 11 de 30

Lívia ouviu atenciosamente a narrativa, mas, notando-lhe as íntimas disposições para com o profeta, que ela considerava criatura superior e venerável, não quis externar seu pensamento em torno do assunto, receosa de um atrito de opiniões, inoportuno e injustificável. No seu coração, agradecia àquele Jesus carinhoso e compassivo, que lhe atendera às angustiosas súplicas maternais e, no imo d’alma, acariciava a esperança de beijar-lhe a fímbria da túnica, com humildade, em testemunho do seu sincero reconhecimento, antes de regressar a Roma.

Comentário

Acostumados que estamos em levar a tudo a ferro e a fogo, eis que nos é dificílimo calar ante a injúria, a agressão e á provocação. Diversas vezes somos chamados á resignação silenciosa de quem crê e ama, acredita e segue, mas vezes sem conta nos desviamos através de atitudes menos dignas. No recesso do lar as oportunidades são maiores. E cabem a ambos, marido e esposa, pais e filhos e assim por diante. Nesta passagem Lívia percebera a contrariedade de seu esposo e ao invés de espicaçar-lhe ou declarar-lhe guerra nas palavras, resolveu calar-se, posto que sabia plenamente o que lhe ia ao próprio coração. Este mesmo saber fora enaltecido por Jesus ao afirmar a Públio que a cura de sua filhinha dava-se à fé profunda de sua esposa e não ao seu pedido repleto de pompa e de vaidades. Queremos que o outro pactue de nossas idéias e pensamentos, queremos que o outro nos entenda e desfilamos um mar de apreciações que sequer são ouvidas, haja a indisposição da criatura. Nestas horas, mais do que nos amargurarmos ou calarmos para obtermos a acomodação dos fatos, eis que nos cabe silenciar em prol da paz e do equilíbrio do lar, o que não significa pactuemos do que ali é dito. Tudo tem sua hora e seu momento. Tenhamos o discernimento para arrazoarmos os momentos corretos de assim procedermos: silenciando ou fazendo-nos ouvir. A paz do Mestre com todos.

 
 

Sinopse 12 de 30

Naquele tempo, ainda não se vulgarizara no mundo o "orai e vigiai" dos ensinamentos eternamente doces do Cristo, e o senador, entregando-se quase que totalmente ao império das amargas emoções que o acabrunhavam, debruçou-se sobre numerosos rolos de pergaminho, entrando a chorar convulsivamente.

Comentário

Que imensa dificuldade possuímos em exercer este conselho, não? Nossa mente parece se refugiar em algum lugar de aflição e nenhum pensamento edificante e de amor consegue adentrá-la. Divagamos por entre as nossas aflições e dores e distanciamo-nos da paz e do equilíbrio. Sentimo-nos e deixamo-nos envolver por sintonias e emanações que nos levam cada vez mais à confusão e ao descaminho. E o que se pede a nós é criemos uma sintonia, abramos a porta para que a espiritualidade amiga possa se achegar e realizar ali a tarefa a que se propõe: de nos amparar e nos orientar, proteger e conduzir no bem. Façamos um esforço. Sigamos o roteiro de quem nunca nos enganará ou nos iludirá. Sigamos às palavras deste ser que muito nos ama e que se faz ponte entre nós e nosso Criador. Acolhamos a boa nova do Mestre Jesus e, para tanto, sejamos fortes e decididos! Quando a tormenta emotiva nos visitar, empunhemos o evangelho e cerquemo-nos de proteção e vigilância. A paz do Mestre com todos.

 
 

Sinopse 13 de 30

Os títulos que o berço me outorgou não conseguiram eliminar as provações que o destino também me trouxe, com a mocidade e a fortuna fácil. Reconhece, pois, que, sendo eu patrícia e tu uma serva, não possuímos um coração diverso, mas sim o melhor sentimento de fraternidade, que nos abre a porta de uma compreensão carinhosa, a valer por asilo suave nos dias tristes da vida.

Comentário

Nesta bellíssima passagem Lívia demonstra em palavras aquilo que já vinha demonstrando em atitudes: somos todos iguais perante a eternidade. Lívia passa pelo rapto de seu filho menor e trava diálogo com sua serva, que embora assim lhe fosse designada pela sociedade, era-lhe designada pelo coração como igual. Convencionalismos à parte, Lívia sabia colocar-se na postura de patrícia, o que não significava que devia impor castigos desnecessários, nem tão pouco manter-se distante em arrogância e vaidade. Lívia sabia que o coração, ou seja, o sentimento universal, é que deveria reger a vida e, em tão bella alma, já se fazia presente a elevação fraternal, bastando ser alimentada e trabalhada pelos ensinamentos que o Nazareno viria trazer. Queremos bons exemplos? Queremos caminhos a seguir? Queremos falar da vida de alguém? Busquemos ícones positivos, como a sra. Lívia e como tantos outros que nos são ofertados, mas que na primeira rusga esquecemos, na primeira desavença sequer recordamos e colocamos para fora todos os nossos monstros interiores. Espelhemo-nos em águas calmas e nossa alma haverá de ali refletir-se em paz e harmonia. A paz do Mestre com todos.

 
 

Sinopse 14 de 30

Lívia recebeu igualmente a sua parte e, ao ingeri-la, sentiu um sabor diferente, como se houvera sorvido um remédio apto a lhe curar todos os males da alma e do corpo, porque uma certa tranqüilidade lhe anestesiou o coração flagelado e desiludido.
 

Comentário

O pão ofertado pelo Nazareno, através de seus discípulos, não era um alimento para o corpo físico e sim para o espírito, porém nem todos puderam se aperceber desta dádiva... Muitos ingeriram o pão e não o associou ás palavras de amor, renovação e igualdade. Não um amor castrador, não uma renovação que recomeça incessantemente e tampouco uma igualdade que gera conflitos. A simplicidade no sentir e agir vai além de nossas concepções materialistas, onde só vemos as coisas pela ótica da vantagem que pode nos proporcionar e aos que nos cercam. Lívia sentiu o conforto ao seu coração dorido, porque nele habitava a fé a confiança. Nele já habitava a semente da fraternidade e dos desígnios de um Deus justo e bondoso. E nós? Quando vamos à casa espírita ou a qualquer lugar que seja e recebemos o conforto espiritual, sabemos absorvê-lo com fé? Sabemos retê-lo em nosso ser proporcionando á semente do amor terra fecunda para que brote e se multiplique? Ou só buscamos, exigimos e nos achamos merecedores. Quem muito quer algo, deve principiar por ofertar esse algo. E a paz se fará em nosso coração atormentado, assim como no daqueles que beneficiarmos. A paz do Mestre esteja com todos os que multiplicam o pão da fraternidade, assim como com aqueles que necessitam sorvê-lo.

 
 

Sinopse 15 de 30

- Filha, deixa que chorem os teus olhos as imperfeições da alma que o Nosso Pai destinou para gêmea da tua!... Não esperes deste mundo mais que lágrimas e padecimentos, porque é na dor que os corações se lucificam para o céu... Um momento chegará em que te sentirás no acume das aflições, mas não duvides da minha misericórdia, porque no momento oportuno, quando todos te desprezarem, eu te chamarei ao meu reino de divinas esperanças, onde poderás aguardar teu esposo, no curso incessante dos séculos!...

Comentário

Muitas são as desventuras da vida conjugal e até mesmo da vida fraternal. Quando encontramos alguém que se assemelha nosso par temos sonhos de ventura, planos românticos e até mesmo idealistas. Unimo-nos à criatura de posse de todo nosso empenho e nosso ser. Acreditamos que a recíproca é verdadeira. Porém, em dado momento de nossa caminhada, por imprevidência nossa e até por força das modificações necessárias, eis que uma distância se apresenta entre ambos e as coisas começam a tomar rumos diferentes e distantes daqueles que deveriam. Nestes momentos, se temos um lar e uma família, nossa primeira vontade é a de nos resguardarmos e resguardarmos aos que amamos, acreditando que a separação seja a melhor maneira de conduzir nossos caminhos. Nossos sonhos fragmentados, quando alimentados pelo orgulho e pela vaidade, desencadeiam uma sucessão de atitudes e fatos que sequer conseguimos conceber. O distanciamento se acentua e a mágoa toma lugar ao amor, o ódio ao perdão, a guerra à compreensão. No entanto, eis que somos chamados a refletir e a caminhar ao lado do Mestre. Ele sim, em sua infinita justiça e verdade, posto que são as do Pai, nos auxiliará a perseverarmos no caminho do bem e do amor, aprendendo a amar, perdoar e compreender que cada criatura tem seu ritmo próprio. Sofrimento não é castigo – é o polimento do ser para que a luz resplandecente se faça. A paz do Mestre com todos.

 
 

Sinopse 16 de 30

- O Messias nunca nos ocultou a verdade dos seus sacrifícios, dos martírios que o aguardavam nestes sítios, a fim de nos ensinar que o seu reino não está neste mundo! Nas sombras da minha velhice, estou apto a reconhecer a grande realidade das suas palavras, porque honras e vanglórias, mocidade e fortuna, bem como as alegrias passageiras do plano terrestre, de nada valem, pois tudo aqui vem a ser ilusão que desaparece nos abismos da dor e do tempo...

Comentário

Como exemplo vivo daquilo que pregava, eis que Jesus nunca nos prometeu sombra e água fresca, pelo contrário, exemplificou-nos com fé e resignação aquilo que nós outros também haveríamos de passar, com a grande diferença que ele, Jesus, não tinha necessidade de reparar erros ou desacertos como nós temos. Ele deixou claro diante de sua resignação, de sua singular mansuetude, que a paz habitava em si e era de si para o mundo, não apenas u exercício temporário que se dispunha a realizar. Ah, a maturidade... Quão tardia ela nos parece ser, diante do tanto que desperdiçamos em nossa juventude e fase adulta que antecede a velhice. Ah, maturidade, objeto de nosso desejo como grande resguardo para não sofrermos e valorizarmos aquilo que nos é ensinado. Aí está o detalhe: nos é ensinado, fomos alertados, vimos ao nosso redor, mas não quisemos dar ouvidos, porque a juventude nos traz a força, a coragem a não aceitação da vida como ela tem de ser vivida. Quando transcorrem os anos de dor e lapidação, eis que finalmente nos resignamos e nos dobramos aos imperativos da humildade, do reconhecimento de tanto que nos foi ofertado e do pouco que apreendemos. Mas se devemos lastimar e nos compadecer, que não o seja de nós mesmos, mas sim daqueles irmãos que ainda não despertaram para esta realidade, perpetuando além túmulo situações desprezíveis e descabidas, em nome da imaturidade e da falta de humildade. A paz do Mestre nos ilumine mente e coração na ampla sede de crescer e evoluir.

 
 

Sinopse 17 de 30

- Filha, não esperes da Terra a felicidade que o mundo não te pode dar! Aí, todas as venturas são como neblinas fugidias, desfeitas ao calor das paixões ou destroçadas ao sopro devastador das mais sinistras desilusões!... Espera, porém, o Reino da misericórdia divina, porque nas moradas do Senhor há bastante luz para que floresçam as mais santificadas esperanças do teu coração maternal!... Não aguardes, pois, da Terra, mais que a coroa de espinhos do sacrifício...

Comentário

Quando estudamos a Doutrina Espírita, aprendemos que estamos em um Planeta de Provas e Expiações. Aprendemos o conceito de provas (algo que necessitamos passar ou realizar, como em um ano letivo quando somos chamados a ‘validar’ o aprendizado do ano todo – alguns colam ou só decoram. Na escola física até podem ser promovidos de ano. Na escola espiritual, terão de refazer caminhos até que o aprendizado se consolide e seja praticado – eis o porquê de parecer que sempre caímos nas mesmas dificuldades e nos mesmos erros.). Também aprendemos o conceito de expiações (situação ou situações a que nos vemos envolvidos e que fazem parte de nosso resgate ou lapidação e, geralmente, nos parecem excessivamente penosos, mas nada mais sendo do que aquilo que solicitamos ou semeamos em pretérito temporariamente oculto à nossa lembrança). Quando aprendemos estas colocações, parece que um peso se faz em nós e começamos a carregar a cruz do: “nasci para sofrer”, mas quando compreendemos o verdadeiro significado destas colocações, eis que nossa alma se torna até mais leve, pois não mais nos sentimos injustiçados e compreendemos que aquilo que vivenciamos são oportunidades de crescimento e aprendizado, cabendo a cada um de nós aproveitá-las ou rejeitá-las, mas com uma única certeza: enquanto não passarmos pelas situações retirando delas o real proveito, elas haverão de se repetir. Então, se algo te dói ou te incomoda, procure ver quais as lições e ensinamentos da situação, coloque-os em prática e, através do aprendizado real e profundo, verás que elas não mais se repetirão e novas experiências e vivências se farão em teu viver, com a certeza de que Deus nos criou para a perfeição e dentro deste contexto não existe infelicidade. Excelente dia, na paz do Mestre.

 
 

Sinopse 18 de 30

- Felizes todos aqueles que chorarem agora, por amor ao Divino Mestre; venturosos todos os que derramarem seu sangue pelas sublimes verdades do Cordeiro, porque no céu existem as moradas divinas para os bem-aventurados de Jesus...

Comentário

Estas palavras são o alento e o consolo aos que acordavam para as máximas cristãs. Eram chegados os momentos de provas e muitos seriam chamados ao sacrifício, por conta da maldade e crueldade, inferioridade e devassidão de poucos, frente á inércia de muitos. Já naquele tempo era necessário agir no bem de maneira discreta e acredito ser isso um resquício daquilo que vemos nos dias de hoje. Para praticar insanidades e maldades, as criaturas sentem-se livres e desafiadas, fazendo com que alta carga de adrenalina circule em seu corpo. Os bons hábitos proporcionam uma sensação íntima de paz e conforto, além do benefício que espargem, mas o movimento contrário que exerce frente ás forças do mal é o que o faz ser tímido e discreto. Mas Jesus nos disse que seremos bem-aventurados se perseguidos e injustiçados perante os desígnios divinos, que seremos bem-aventurados se formos mansos e pacíficos diante da aspereza com que nos tratarem e que também seremos bem-aventurados pelo sangue que derramarmos pelas sublimes verdades. Hoje não mais somos chamados ao sacrifício físico por conta de nossas crenças, embora nem sempre sejamos compreendidos, aceitos e apoiados. Muitas vezes recebemos o escárnio, a maledicência e impropério, posto que nem todos acreditam na regeneração do ser humano, ou seja, na própria elevação. Compete-nos seguir avante e atendendo as palavras do Mestre: “E que te importa a ti? Segue-me tu”, ou seja, e que te importa se não te apóiam nos caminhos cristãos? Segue você para que possas alcanças as divinas moradas.

 
 

Sinopse 19 de 30

Enquanto nossas ilusões sobre Júpiter nos levam a render culto aos mais poderosos e aos mais fortes, considerados como prediletos de nossas divindades, pela expressão valiosa dos seus ricos sacrifícios, os ensinos preciosos do Messias Nazareno nos levam a ponderar a miserabilidade de nossos falsos poderes à face do mundo, abraçando os mais pobres e os mais desventurados da sorte, como a impelir todas as criaturas a caminho do seu Reino, conquistado com o sacrifício e o esforço de cada um, em demanda da única vida real, que é a vida do Espírito.

Comentário

Nesta época em Roma, assim como em outros países dentre eles a Grécia, existiam os chamados deuses domésticos e os Deuses para cada situação. Deus da força, da chuva, das guerras e assim por diante, quase como os indígenas que possuem a deusa lua, a deusa das matas, a deusa dos lagos e etc.. Neste emaranhado de deuses, eis que não havia um que abarcasse a totalidade e, muito ao contrário, existia disputa entre eles nos diversos setores, haja vista a mitologia grega ou romana a nos ensinar. Fato é que os deuses se assemelhavam aos homens e a vinda de Jesus, os seus ensinamentos e exemplos, despertaram em algumas pessoas a consciência no pensar e no agir, no sentir e no adorar, no confiar e no seguir. Essa consciência precedeu a lucidez ante a fragilidade destes deuses e a verdade inconteste e pacífica do Criador.

 
 

Sinopse 20 de 30

Nunca os horizontes da Terra foram brindados com paisagens de tanta beleza, como as que se abriram nas esferas mais próximas do planeta, quando da partida em massa dos primeiros apóstolos do Cristianismo, exterminados pela impiedade humana, nos tempos áureos e gloriosos da consoladora doutrina do Nazareno. Naquele dia, quando as feras famintas estraçalhavam os indefesos adeptos das idéias novas, toda uma legião de espíritos sábios e benevolentes, sob a égide do Divino Mestre, lhes rodeava os corações dilacerados no martírio, saturando-os de força, resignação e coragem para o supremo testemunho de sua fé.

Comentário

 Alguns desígnios divinos não compreendemos. Muita coisa não vislumbramos. Nesta passagem do livro Há 2000 anos, podemos ter uma noção de como a fé alicerça as criaturas e opera verdadeiras transformações. Não somos chamados a adorações e gritarias, mas ao silêncio resignado da fé. Não somos chamados para ser elucidados e no momento de externar nosso aprendizado nos colocarmos como galinhas desesperadas frente à raposa. As galinhas agem por instinto de preservação, nós somos chamados a agir por instinto da fé e da sabedoria. Não uma fé cega que nos coloca à mercê de charlatanismos e misticismos, mas uma fé que vem alicerçada na ciência, na filosofia e na ligação com o Pai. Se temos visto inúmeras passagens onde irmãos endividados são socorridos, amparados e orientados pela espiritualidade amiga, que não imaginarmos do ambiente espiritual que se faz quando das nossas boas ações e bons propósitos? Perseveremos, posto que nada é fácil de ser alcançado. Perseveremos, porquanto é disciplina, a dedicação, o amor e a coragem que nos auxiliam na depuração e na concretização do amor incondicional frente à vida e ao Criador.

 
 

Sinopse 21 de 30

- Sim, filha - respondeu o venerável apóstolo aconchegando-a ao coração, como se o fizesse a uma criança -, o Senhor, na sua infinita misericórdia, reserva o seu carinho a quantos lhe recorrem a magnanimidade, com a fé ardente e sincera do coração!... Acalma o teu espírito porque estás, agora, a caminho do Reino do Senhor, destinado aos corações que muito amaram!...

Comentário

Vejam só as palavras de conforto, ânimo e proteção. Será que nossos ouvidos estão abertos a ouvi-las ou nossa boca despeja inúmeras lamúrias e angústias que nos toldam a audição de maneira a que sequer consigamos perceber o envolvimento amoroso daqueles que muito nos querem? Que tal firmarmos um compromisso a partir deste momento? Não temos dito no decorrer destes encontros que é necessário termos fé e disciplina? Não sabemos que a fé sem obras é inócua? Então, eis a proposta que faremos individualmente: reservemos um momento do dia para nos ligarmos, por 5 minutos, ao nosso mentor e anjo guardião. Reservemos esse tempo e pratiquemos este ‘exercício’ de ligação com este amigo que nos acompanha desde a erraticidade e que zela por nós. Façamos disso um exercício disciplinado e compromissado, em que silenciaremos nosso ser por instantes para nos deixarmos envolver por seu amor e suas palavras. Perseveremos, ainda que tenhamos a sensação de não ter encontrado resposta. Perseveremos, posto que nada acontecerá da noite para o dia, por conta da nossa própria deficiência e fragilidade. Com o passar dos dias e avanço da nossa ligação para com ele, façamo-lo em outros momentos do dia. E para aqueles que já possuem esta ligação com o próprio mentor, reservemos um horário do dia para vibrarmos por aqueles que assim se dispuseram a partir deste momento. A paz do Mestre nos fortaleça nessa união e resolução.

 
 

Sinopse 22 de 30

- Mesmo na minha terra, a Lei antiga mandava que se cobrasse olho por olho e dente por dente, mas Jesus de Nazaré, sem destruir a essência dos ensinos do Templo, esclareceu que os que mais erram no mundo são os mais infelizes e mais necessitados do nosso amparo espiritual, recomendando, na sua doutrina de amor e caridade, não perdoássemos uma vez só, mas setenta vezes sete vezes.

Comentário

Reflitam comigo: a criatura já cometeu um erro ou uma vilandade, já vacilou frente aos preceitos de amor, humildade e caridade. Ou seja, já está diante do próprio tribunal que se instaurará cedo ou tarde: a própria consciência. Como já ouvimos de Francisco Xavier, mais vale ser o ofendido que o ofensor. Mas que fazemos diante desta nossa condição elevada de ofendidos? Desfilamos um rosário de auto-piedade? Alardeamos aos 4 ventos como fulano é imperfeito e comete erros? Enviamos á ele toda nossa mágoa, nosso fel e nosso sofrimento, dando-lhe total domínio sobre nosso sentir? Ou elevamos nosso pensamento ao Pai pedindo-Lhe que nos fortaleça no perdão e na compreensão? Será que nos recordamos de pensar que aquela criatura que tanto erra terá de prestar contas de suas atitudes, assim como temos o temos feito em tantos momentos? E quando as provas e expiações nos chegam, não desejamos que alguém esteja ao nosso lado sendo solidário para com nossos propósitos de refazimento e renovação? Que temos de diferente ou de melhor do que qualquer outra criatura? Por que os doentes não podem encontrar o médico? Reflitamos para que nossas atitudes sejam refeitas e possam ser respaldadas pelos ensinamentos cristãos do amor e do perdão e não pelos mosaicos que a tudo devolvia na mesma moeda. Deve partir de nós o amor e paz, do contrário, não habitará em nós mesmos.

 
 

Sinopse 23 de 30

- Também ele ali estava como um cadáver ambulante, no seio das sombras espessas. De que valeram as honrarias e o orgulho desenfreado? Todas as suas esperanças de ventura estavam mortas. Todos os seus sonhos aniquilados. Senhor de fortuna considerável, não viveria mais, no mundo, senão para carregar o esquife negro das ilusões despedaçadas. Todavia, seu íntimo se recusava ao perdão da hora extrema. Foi então que se lembrou de Jesus e da sua doutrina de amor e piedade pelos inimigos.

Comentário

Singular passagem na vida de Públio/Emmanuel: ele se depara com seu desafeto, que tudo fez para espezinhá-lo e maltratá-lo, ao requinte de cegá-lo pelas mãos do próprio filho que lhe fora subtraído anos antes. Ambos possuíam posição de destaque na sociedade em que faziam parte, ambos possuíam o respeito de seus comandados, mas diferença habitava-lhe o ser. Enquanto um agia por ódio e vingança, o outro agia respaldado em seus ensinamentos e vivências. Independente das molas que os impulsionaram nesta existência, eis que neste momento ambos encontram as respostas e o caminho que já lhes foram ofertados: dinheiro e honrarias se findam, mas o amor e a caridade nos seguem na vida após a vida. Ainda em se deparando com esta verdade, o que fora ofendido se recusava a perdoar, afinal, tanto lhe fora subtraído injustamente. Injustamente? Recordemo-nos da vida pretérita de Públio e vejamos o quanto ele subtraiu de seus semelhantes. Recordemos dos ensinamentos do Mestre e vejamos se realmente devemos alimentar o ódio e a raiva. Ao tomarmos a decisão que seja, tenhamos a figura do Mestre ao nosso lado: perguntemos a ele se este é o caminho que ele mesmo seguiria e surpreendamo-nos com a paz que haverá de nos invadir caso optemos por seguir do seu caminho e não do nosso.

 
 

Sinopse 24 de 30

- Em meditações profundas e dolorosas, pôde então compreender que Lívia vivera para Deus e ele para César, recebendo ambos compensações diversas na estrada do destino. E enquanto o jugo de Jesus fora suave e leve para sua mulher, seu altivo coração estava preso ao terrível jugo do mundo, sepultado nas suas dores irremediáveis, sem claridade e sem esperanças.

Comentário

Ler este livro é fazer despertar em nós a consciência de nossos deveres, de nossa fé e de nossa resignação. Ler este livro, que é o testemunho pessoal de uma criatura a quem tanto admiramos e cujos conselhos bebemos em diversos momentos, é perceber como nos deixamos levar pela cegueira mundana. Ler este livro é perceber que a natureza não dá saltos e que foram necessários mais de 2000 anos para que este nosso irmão de jornada estivesse onde está. Embora quase que a totalidade de sua encarnação não tenha sido aproveitada conforme o compromisso e os desígnios firmados ainda na erraticidade, eis que este nosso irmão ainda teve a oportunidade de aproveitá-la pela melhor maneira possível: conscientizando-se de seus atos. Quando ele ressalta que o jugo de sua esposa foi suave, não significa que ela passou a vida sem dores ou lágrimas, pelo contrário, seu coração estava oprimido pela injustiça doméstica e pelas calúnias que arrebataram seus sonhos de mulher, além do filhinho que lhe fora tomado por orgulho e vaidade do esposo. Que fez ela? Se fechou em raiva ou revolta? Passou os dias a chorar e a maldizer sua sorte? Ou diante daquilo que lhe era possível dedicou-se ao próximo e à lapidação de sua fé, levando avante e com coragem a oportunidade bendita de renovar-se e resignar-se. E você? Como levantou hoje? De que maneira despertou hoje para a vida? Com pesar pelas suas dificuldades ou com alegria pela oportunidade em sanar erros e dívidas? Já conversou com teu mentor, conforme combinamos dias atrás? A paz do Mestre envolva teu dia.

 
 

Sinopse 25 de 30

- Nessas amáveis palestras, entre os três, logo após o jantar, discutia-se a figura do Cristo e as sublimadas ilações da sua doutrina, conseguindo o senador, pela força das circunstâncias, meditar melhor os grandiosos postulados do Evangelho, ainda fragmentário e quase desconhecido, para ligar os princípios generosos e santos do Cristianismo à personalidade do seu divino fundador.

Comentário

Vejam que interessante esta ressalva: ‘pela força das circunstâncias’. Públio após ser capturado pelos inimigos em confronto na Judéia, teve seus olhos queimados e adentrou à escuridão da vida material. Porém, despertou para a vida espiritual. A frase ‘Quem tiver olhos de ver, que veja” nos parece redundante, mas eis o seu significado. Quantas coisas não estão debaixo de nosso nariz e sequer conseguimos visualizar? Quantas e quantas vezes somos alertados, orientados ou até mesmo apresentados a algo e ‘teimamos’ em não ver? Resolverá ‘arrancar’ nossos olhos? De certo que não! Resolverá arrancarmos a teimosia, o orgulho, a vaidade. Resolverá desfazermo-nos destes sentimentos posto que eles são porta de entrada para o desequilíbrio emocional e vibracional, facultando inclusive á obsessão. Todos os cegos na carne despertam para o espiritual? Infelizmente percebe-se que não. Quantos usam de sua ‘cegueira’ para comover e tirar proveito da boa fé e boa vontade do próximo. Terá resolvido esse caminho extremo? Ainda não, posto que não houve o cultivo de outras virtudes tão necessárias junto á corrigenda. Públio, ao ser finalmente tocado pelo amor e sublimidade do sentimento que o envolvia e à sua esposa, Lívia, finalmente deu margem à germinação de todas as sementes de amor e bondade que estavam em seu ser. Eis o papel daqueles que incessantemente pregam o amor, o perdão, a resignação e a renúncia. Cedo ou tarde estas amorosas sementes germinarão. Se semeias em espinheiros, nada temas: Deus é contigo e há de intervir no momento oportuno para que as sementes sejam aproveitadas. Cabe a ti semeá-las sem questionar de teu esforço próprio, posto que também assim já recebestes. A paz do Mestre esteja com todos.

 
 

Sinopse 26 de 30

- Por vezes, Flávia fazia um pouco de música, que lhe saía da harpa como vibrante gemido de dor e de saudade, alcançando o coração paterno mergulhado no abismo das reminiscências dolorosas. É que a música dos cegos é sempre mais espiritualizada e mais pura, porque, na sua arte, fala a alma profundamente, sem as emoções dispersas dos sentidos materiais.

Comentário

 Uma vez mais a passagem da cegueira como referencial de espiritualização. Olhos fechados para a matéria, olhos abertos para o espiritual. Tenho uma amada amiga deficiente visual, cujos exemplos ressoam em meu ser em vários momentos de meu viver, principalmente naqueles em que teimo em fraquejar. E de nossas inúmeras conversas, sempre aprendo ou me posto a refletir sobre algo. Numa dessas conversas ela me disse do contato com a espiritualidade que ela mantém em diversos momentos. Por sua ausência visual ela consegue sentir quando a casa é visitada, quando está acompanhada e interage com estes visitantes. Recebe orientações e é avisada de pequenas coisas. Vejam que lindo o auxílio que ela recebe! Tem casa, marido também deficiente visual, tem dois filhos cujos rostos desconhece perante a matéria, está no último semestre do curso de advocacia, está aprendendo a tocar violão, já foi voluntária de trabalhos samaritanos, estudou inglês, fez natação e tantas e tantas outras coisas. E nós outros? Que fazemos com nossas potencialidades? Que temos revertido de nosso dia tão facilitado pelas percepções que não nos faltam, como a de ler inúmeras mensagens edificantes? Temos posto em prática? Essa nossa irmãzinha poderia ter estagnado no tempo, afinal, a cegueira veio-lhe aos 20 e poucos anos, levando-lhe todos os ‘sonhos’ de juventude e viver, mas lá está ela aprendendo e repassando seus ensinamentos, transbordando de seu ser a beleza que emana daqueles que aprendem com as oportunidades retificantes. Em dado momento a revolta apoderou-se de seu ser e foi neste momento que a cegueira ganhou força e veio a galope. Hoje, em sua resignação e compreensão dos desígnios divinos, acredita que ainda poderá voltar enxergar, haja vista os grandes avanços da ciência médica. E você? Acredita ou sonha com algo? Tem deixado transbordar de si o amor e a luz ou o fel e a revolta? Aprendamos com as vivências alheias, para que nos tornemos verdadeiros sábios.

 
 

Sinopse 27 de 30

- Aliás, já naquele tempo, sua profunda palavra me dizia que eu defrontava, no minuto do nosso encontro, o maravilhoso ensejo de todos os meus dias, acrescentando, na sua extraordinária benevolência, que eu poderia aproveitá-lo naquela época ou daí a milênios, sem que me fosse possível apreender o sentido simbólico de suas palavras...

Comentário

Nesta rememoração, Públio recorda-se do momento derradeiro, em que este defronte ao Mestre Jesus. Momento em que foi convidado, uma vez mais, a renunciar aos bens terrenos e perecíveis do orgulho, da vaidade e dos tradicionalismos. Momento derradeiro em que a mão do Mestre se estendia até a sua, em gesto de amor e caridade. Momento em que lhe era permitido aceitá-la ou recusá-la, cabendo única e exclusivamente a si próprio a responsabilidade pelos caminhos que desejava seguir. Na hora em que somos chamados ao bem e ao amor, nem sempre reconhecemos o chamado. No momento em que temos regressões espontâneas, tais quais Públio teve em profusão, nos deixamos impressionar de maneira equivocada e não aceitamos como fruto de revisão de conceitos e hábitos, mas tão somente como delírio de nossa mente.Outros tantos, acreditam que indo em busca destas regressões encontrarão as respostas para as suas dores e mágoas, angústias e dissabores. Mas, em muitos momentos, percebem que mais confusão gerou-se em sua mente e em seu proceder, posto que queriam saber as respostas, mas não estavam aptos a seguir as determinações decorrentes das respostas obtidas. Se te mostram que teu problema é falta de água no organismo, de nada adiantará de não beberdes água. Se te mostram que determinadas situações se processam por conta de outras tantas ocorridas no pretérito, de nada adiantará se não te postardes firmemente no propósito de renovação e refazimento. Para quê queremos tantas respostas se não sabemos o que delas fazer? Por que queremos tantas explicações se quando elas nos chegam ao invés de nos proporcionarem paz e conforto nos geram angústia? Pensem e reflitam: se Deus determinou que as coisas fossem como são quem somos nós para contrariá-Lo? Ainda assim, em Sua sabedoria, Deus permite-nos que façamos isso, posto que o livre-arbítrio seja uma de nossas ferramentas de crescimento. Então? O minuto derradeiro já se apresentou em teu viver: vais aceitá-lo ou adiá-lo?

 
 

Sinopse 28 de 30

- Se eu tivesse aproveitado a exortação de Jesus naquele dia, talvez houvesse alijado mais de metade das provações amargas que a Terra me reserva... Se houvesse buscado compreender sua lição de amor e humildade, teria procurado André de Gioras, pessoalmente, reparando o mal que lhe havia feito, com a prisão do filho ignorante, demonstrando-lhe o meu interesse individual, sem confiar tão somente nos funcionários irresponsáveis que se encontravam a meu serviço... Guiado por esse interesse, teria encontrado Saul facilmente, pois Flamínio Severus seria, em Roma, o confidente dos meus desejos de reparação, evitando dessa maneira a dolorosa tragédia da minha vida paternal.

Comentário

Vejam que reflexão coerente. Temos todas as ferramentas para nos dirigirmos, por exemplo, a aqueles a quem devemos nos reconciliar. Eis que em minha mente deparo-me com um quadro pessoal. Lembro-me de uma criatura cuja necessidade em pedir-lhe que me perdoe lateja em minha mente faz anos, no entanto, tenho agido como Públio confiando em criaturas que não estavam empenhados e sequer preparados para aquilo que lhe/me competia/compete. Tenho esperado que uma pessoa dê um recado meu e isto tem se arrastado por anos, sendo-me, por diversas mostrado, que é necessário que eu vá e me reconcilie com esta criatura. Será que depois de hoje continuarei placidamente sentada na cadeira esperando que o telefone toque? Ou moverei outras ferramentas para reencontrar esta criatura e dar-lhe de viva-voz minha necessidade de reconciliação? As oportunidades se farão e isso ocorre com todos nós. Vejam quanto sofrimento Públio teria evitado para si próprio e para os seus caso tivesse agido diferentemente. Iniciemos nossa jornada renovação e refazimento. (...) E confesso a vocês que acabei de dar o primeiro passo para essa situação que me veio em forma de recordação enquanto escrevia esta ‘sinopse’. Agradeço-lhes pela oportunidade em refletir e praticar aquilo que creio. Agradeço-lhes por confiarem não em mim, posto que sou falha e cheia de deficiências, mas por confiarem e acreditarem no Mestre Jesus. Vamos aceitar sua mão estendida?

 
 

Sinopse 29 de 30

- Acredito hoje, com a experiência própria que as atividades penosas do mundo me ofertaram, que nós contribuímos, sobretudo, para agravar ou atenuar os rigores da situação espiritual, nas tarefas desta vida. Admitindo, agora, a existência de um Deus Todo-Poderoso, fonte de toda a misericórdia e todo o amor, creio que a Sua Lei é a do bem supremo para todas as criaturas. Esse código de solidariedade e de amor deve reger todos os seres e, dentro dos seus dispositivos divinos, a felicidade é o determinismo do céu para todas as almas. Toda vez que caímos ao longo do caminho, favorecendo o mal ou praticando-o, efetuamos uma intervenção indébita na Lei de Deus, com a nossa liberdade relativa, contraindo uma dívida com o peso dos infortúnios...

Comentário

Temos a liberdade de escolha, porém nem sempre a utilizamos de maneira correta e coerente, atrasando nosso caminhar. Diante das reencarnações você sabe quem é Públio? Sabem quem é esta criatura que há mais 2000 anos cometera atrocidades e desmandos? Sabem quem é esta criatura cujas oportunidades de refazimento e crescimento estão narrados nesta obra? Trata-se do mentor espiritual de Francisco Cândido Xavier, Emmanuel. O mesmo que o acompanhou em outra roupagem quando da descoberta do Brasil, como José Bonifácio e padre Anchieta. Viram o percurso que estes irmãos necessitaram percorrer para aqui estarem? Viram que nada se processa da noite para o dia? Isso te ajuda a ter mais tolerância para com aquele que te parece esclarecido? Isso te auxilia a compreender aquela criatura que durante 40 ou 50 anos terrenos insiste em ser materialista? Isso te auxilia a perceber que as múltiplas existências são compostas de passos, pequenos ou grandes, que damos em direção aos desígnios de Deus ou distanciando-nos dele? Será que antes de ficarmos deslumbrados com as roupagens da criatura, teremos a sabedoria de aprender com seus exemplos e ensinamentos? Será que saber quem é hoje este irmão não nos serve de estímulo? Este foi o caminhar dele, mas o nosso pode ser totalmente diferente. Não devemos ter como referencial que necessitaremos de 2000 anos para adquirir a sua sabedoria ou a sua elevação, mas antes, podemos e devemos nos conscientizar de que a vida é algo tão grandioso que sequer conseguimos conceber, cabendo-nos aceitar não apenas as dores e flagelos, mas as alegrias e oportunidades de crescimento para nos elevarmos além de aflições, angústias e mágoas descabidas. Força, irmãozinhos! Todos podemos e seremos perfeitos, cabendo a cada um de nós a escolha do nosso caminhar. Ponha-te a refletir sobre tuas dificuldades e necessidades. Observa-te e verás que tens todas as respostas para a melhoria, para a cura física e espiritual, para alcançar o amor incondicional. A paz do Mestre esteja com todos.

 
 

Sinopse 30 de 30

  - Minha atual existência teria de ser um imenso rosário de infinitas amarguras, mas vejo tardiamente que, se houvesse ingressado no caminho do bem, teria resgatado um montão de pecados do pretérito obscuro e delituoso. Agora entendo a lição do Cristo como ensinamento imortal da humildade e do amor, da caridade e do perdão – caminhos seguros para todas as conquistas do espírito, longe dos círculos tenebrosos do sofrimento!

Comentário

Por vezes parece-nos tão irreal perdoar, amar, tolerar e compreender. Por vezes, parece-nos que alimentaremos a maledicência, a cupidez, a prostração e a má fé alheia de outras criaturas com nossos atos de amor e bondade. Mas onde está escrito que somos responsáveis pelo livre-arbítrio de terceiros? Onde aprendemos que devemos fazer as coisas esperando que os resultados se façam em outras criaturas? Onde ouvimos o mestre nos recomendar: vai e salva a ti e ao teu próximo? Ele nos disse para que buscássemos a nossa salvação e, de maneira sublime, mostrou-nos que buscar a nossa salvação não é ser egoístas ou caminhar de maneira isolada. Vejam quantas nuances se nos apresentam quando falamos em salvar a nós mesmos. Seguir junto a outras criaturas não significa que seguiremos fazendo por elas, mas com elas. Salvar a nós mesmos, não significa que em meio à dor e ao sofrimento somente nossas angústias são importantes. Estamos sendo chamados a refletir pelos olhos do espírito e não da matéria. Salvar a nós mesmos é retirar de nós tudo aquilo que contraria os exemplos cristãos e as recomendações de fraternidade, solidariedade e amor. Parece pouco e fácil, mas não é! Temos imenso caminho a percorrer e se nos quedamos julgando e censurando o próximo, eis que caímos. Mas se nos postamos de mãos estendidas a amparar e a auxiliar aqueles que estão ao nosso lado, podemos retardar nossa chegada, mas não chegaremos de mãos abanando ou sem obras. Aprender a respeitar o livre-arbítrio do próximo e a sua própria velocidade é fundamental para que nos salvemos da ira, da mágoa, do ódio e da revolta. Releiam o livro. Busquem as posturas de Lívia e compreendam como a resignação e o amor sincero deram-lhe os subsídios para que percorresse seu caminho sem seguir solitariamente ou de maneira egoísta. A dor lhe visitou diversas vezes, as lágrimas inundaram seu coração materno e de mulher, mas a fé a esclareceu e a resignou, posto que se colocou a serviço de Deus. Coloquemo-nos a serviço do Mestre e nas ‘mãos’ do Pai e tudo o mais nos será acrescentado. Fé com obras. Crença com empenho. Disciplina com perseverança. Amor com humildade. Bondade com paz. Obrigada pela oportunidade, Senhor e que saibamos fazer mais da Tua vontade e menos da nossa, hoje e sempre.

 
 

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Atualizado em: 26/11/2010