Aconteceu na Casa Espírita

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Sinopse 1 de 30

Por isso queremos prevenir-te: Não penses ser um privilégio ter algumas páginas publicadas; principalmente porque as idéias não são tuas; partem do mais alto. Os adversários do bem certamente te procurarão, desejando aniquilar a luz que ilumina consciências. Será preciso firmeza na vigilância e na oração! Muitas pessoas trarão os elogios, constituindo um dos mais graves obstáculos na mediunidade. Evita-os sempre e, se não puderes, reporta os méritos ao Criador contentando-te, somente, com o estímulo à continuidade da tarefa. Outros te solicitarão provas sobre a imortalidade da alma, exigindo mensagens de amigos e parentes desencarnados. Nossa proposta é com a simplicidade e, pelo menos por ora, em linhas gerais, o Senhor não nos autorizou este correio. Diante disto, age sempre com honestidade, dizendo que estas questões estão nas mãos dos amigos espirituais. (Aconselhando ao Médium).

Comentário

Nossa postura diante daquilo que recebemos é muito importante. Ao depararmo-nos com estas linhas, sentimos a analogia entre a situação vivenciada pelo médium e as orientações que lhe foram direcionadas serviram-nos igualmente. Se tomarmos em conta que a mediunidade é mais do que apenas escrever, é também falar, ouvir, ver curar, dentre outros, eis que muitos de nós devemos atentar para este lembrete fraterno: não penses ser um privilégio! Pelo contrário, não é mesmo? Temos visto que a mediunidade é um grande instrumento de resgate onde através deste canal resgatamos por atacado aquilo que viemos acumulando encarnações e encarnações a fio. Essa lucidez haverá de nos permitir lembrar que o primeiro beneficiado somos nós memsos, sim, mas que a mediunidade não está ao nosso dispor, mas sim ao dispor da coletividade. Também não façamos do apelo ‘ porque as idéias não são tuas; partem do mais alto’, nossa bandeira de ser e existir, afinal, ‘o mais alto se comunica por mim’. Quanta pretensão, não é mesmo? Acordemos para nossa real condição encarnatória e recordemo-nos de nosso grande débitos. Recordemo-nos que irmãos espirituais, á feição de pais amorosos nos assistem sim, mas são nossas atitudes que haverão de facultar-lhes a permanência ao nosso lado.

 
 
 

Sinopse 2 de 30

Nossas páginas se revestem de singeleza e amor. Não esperes nada além disto. Ainda estamos aguardando que testemunhes muitos dos ensinos que intermedeias! Lembra-te de que, para venceres na mediunidade, é essencial que te sintas como pequenino servidor. Guarda-te da empolgação orgulhosa, livra-te da vaidade e mantém-te em disciplina do estudo do Espiritismo. (Aconselhando ao Médium).

Comentário

Se todos somos médiuns e possuímos essa potencialidade, eis que uma vez mais é dado a entender que isso não é uma grande dádiva ou um presente por sermos especiais, mas antes, uma maneira de primeiramente recebermos ensinos que acreditamos serem para outros e, mais ainda, uma maneira de demonstrarmos nossa humildade em reconhecer o amparo imenso de que somos alvo. Nomes conhecidos, palavras rebuscadas, informações de primeira mão e conteúdos repletos de coisas e isentos de amor, são a exteriorização de nossa arrogância, de nosso orgulho e de nossa prepotência, posto que em muitos dos casos, somos amparados e intuídos por irmãos desconhecidos ao grande público, mas sinceramente ligados a nós pelos laços de afeto.

 
 
 

Sinopse 3 de 30

Os médiuns que têm a produção mediúnica divulgada, assumem um compromisso moral junto às leis Universais, e a falta da vivência dos ensinos superiores acarreta conseqüências dolorosas para o medianeiro. Entretanto, não esperes ter como orientadores grandes nomes, vultos no campo da cultura e da religião. Ainda não tens méritos para compartilhar da presença destes; será preciso fazer por merecer. (Aconselhando ao Médium).

Comentário

Mais do que a oportunidade, também nos chega a orientação. Precisamos vivenciar aquilo que trazemos pelas palavras ou pela escrita. Precisamos saber ofertar ao nosso próximo a vivência sentida e profunda daquilo que estamos exteriorizando e, nossa responsabilidade é maior do que a de um médium cuja mediunidade se encontra restrita a pequeno grupo. Ainda assim, quantos de nós não dizemos que somos intermediários de criaturas famosas e conhecidas, na ânsia de que nossas palavras sejam respeitadas e nossa opinião acatada, quando na realidade, assim o serão quando estiverem em concordância com nossas atitudes. Não nos basta o conhecimento e a prática, mas sobretudo a exteriorização deste conhecimento, posto que tudo o que passa pelo nosso eu precisa por nós mesmos ser demonstrado. Se pregamos a paz e a concórdia, devemos ser pacíficos e mansos; se pregamos o amor e a união, devemos ser fraternos e caridosos.

 
 
 
 

Sinopse 4 de 30

Serás tentado, nas tuas tendências e dificuldades mais íntimas, pelos adversários da causa cristã, inúmeras vezes; mas a providência divina te concedeu os livros da codificação para que suportes e venças.É provável que, por vezes, te sintas sozinho no ideal que abraçaste. Todavia, não te detenhas em sentimentos de auto piedade, ergue a fronte e continua caminhando.Enquanto trabalhares no Bem, estaremos te sustentando. Nossas almas se cruzaram na poeira dos primeiros séculos da era cristã e se ligaram na noite escura dos orgulhosos sacerdotes da igreja romana. Assim, ainda tens muito para recompor, reconduzindo ao Bem aqueles que a tua inteligência vaidosa desviou das verdades espirituais. (Aconselhando ao Médium).

Comentário

Vejam quanto é revelado a este médium em tão poucas linhas! O reencontro de criaturas que há milênios estão juntas; lhe é revelado os mecanismos que serão utilizados para que não prospere na tarefa assumida e, mais ainda, são revelados os mecanismos para que possa não se sentir desamparado e desalentado diante da tarefa assumida, tarefa essa que nada mais é do que a oportunidade bendita de reconduzir a tantos outros que em passado obscuro desvirtuou. Enquanto estiver a favor do Bem estará amparado por estes irmãos de amor e elevação. Tão simples e nos deixamos escorregar por caminhos obscuros e indevidos. O vigiar e orar é acrescido de orientações e conselhos. O perseverar é estimulado. O bem e o amor são as ferramentas solicitadas.

 
 
 

Sinopse 5 de 30

Para que tenhas êxito na tarefa de intercambiar os espíritos, é condição essencial que jamais te envolvas com o comércio das forças psíquicas, esforçando-te na reforma íntima. Ocupa sempre tua mente com pensamentos produtivos, filia-te às obras assistenciais, consolidando na Terra, com o próprio exemplo, as mensagens dos “Céus” sobre a caridade. (Aconselhando ao Médium).

Comentário

Comércio das forças psíquicas é dar sob pagamento aquilo que lhe é dado de forma graciosa. É pedir ao próximo que pague pela nossa própria oportunidade de redenção e crescimento. E, a moeda que devemos buscar, é a da nossa própria renovação interior. A paga que devemos requerer é a gratidão a Deus, posto que sem Ele nada nos seria possível. E mais do que apenas querer ser intermediário entre os mundos, é-nos solicitado que sejamos trabalhadores ativos na Seara do Mestre, onde mãos mendigam pão e corações clamam por calor e proteção, orientação e estímulo ao Bem. Ofertemos ao nosso próximo daquilo que recebemos e poderemos aliviar um pouco da fome, da miséria e da penúria que nós mesmos podemos ter causado no pretérito.

 
 
 

Sinopse 6 de 30

Mesmo assim, acima dos exemplos pessoais deve estar a Doutrina Espírita; ela é que deverá ser sempre exaltada. Sê discreto o quanto puderes, trabalha assiduamente louvando ao Senhor. E se, porventura, a vida te lançar pedras, suporta pacientemente, lembrando que os primeiros mártires do Cristianismo, dos quais ainda estamos bem longe, não recusaram a oportunidade para testemunhar, enfrentando, pelo nome do Cristo, humilhações e dores. Se permaneceres com este ideal, caminhando com humildade, não te faltarão proteção e amparo. (Aconselhando ao Médium).

Comentário

Não nos elevemos acima daquilo que realmente somos. Não queiramos estar acima da Doutrina Consoladora que nada mais é do que o esclarecimento e a oportunidade sublime de compreendermos as palavras e ensinamentos do Mestre Jesus. Sejamos menos orgulhosos de nossa mediunidade e mais cônscios de que se dela mal utilizarmos, seremos médiuns das trevas e não da luz. Se utilizarmos nosso conhecimento para nos colocarmos acima de qualquer criatura que o seja, estaremos nos rebaixando frente à verdadeira ascensão espiritual. Porém, se em amor e humildade caminharmos, eis que não nos faltará proteção e amparo, orientação e aconselhamento. Não queiramos nos comparar a quem quer que seja, principalmente aos irmãos dos tempos pretéritos, que morreram em amor e renúncia por Jesus e o cristianismo.

 
 
 

Sinopse 7 de 30

Para tua segurança, mantém-te sempre ligado à Instituição Espírita. Conscientiza-te de que, se faltares com a seriedade, a verdade, o desejo do bem, o estudo assíduo da Doutrina, se buscares privilégios fazendo um escabelo da mediunidade, te abandonaremos no mesmo instante. (Aconselhando ao Médium).

Comentário

Estar ligado à Instituição Espírita, neste caso, é pedido para que o irmão não se arvore em pompa e orgulho, auto-segurança a ponto de abandonar as instituições ou casas que lhe acolheram, vendo-os como seres ínfimos e diminutos da Criação que não estão aptos a seguir a sua própria elevação espiritual. A casa espírita é necessária, assim como seus trabalhadores e seus frequentadores, posto que ali é que trocamos, crescemos, amparamos e somos amparados, fortalecidos dentro do círculo que semelhantes criam com energias voltadas ás mesmas necessidades.

 
 
 
 

Sinopse 8 de 30

Somente este ano: — 2.500 espíritos, que estavam sob nosso comando, foram violentamente arrancados de nós e se converteram ao Nazareno com auxílio da mediunidade falante, do diálogo enganador e da interferência dos emissários do bem; — Cerca de 3.000 encarnados, que permaneciam sob seve¬ros processos obsessivos, tiveram o equilíbrio readquirido, graças à odiosa intervenção das entidades da luz; — multidões estão encontrando naquela Casa maldita, tranquilidade e conforto espiritual, que para nós são abomináveis; — mais de 4.000 entrevistas; — aproximadamente 20.000 vibrações; — centenas de palestras, transmitindo a doutrina espírita e os ensinos de Jesus, exaltando o bem e o amor. E ainda tem mais, continuou o expositor das trevas, imprimindo nas palavras raiva e inconformação. — Mais de 15.000 passes transmitidos, dos quais setenta por cento tiveram efeitos muito positivos sobre as pessoas; — 200 enfermos, impossibilitados fisicamente de comparecer à instituição, receberam a visita fraterna e a fluido terapia contra a nossa vontade. E não acaba aí, insistiu o malfeitor completamente admirado: gestantes, crianças, jovens, andarilhos etc. receberam da Casa Espírita o concurso caridoso! Isso sem contar as obras sociais que promovem largamente a criatura humana! (Capítulo 1 – Infiltração programada).

Comentário

O líder das trevas tem esse relatório e olha que lá não tem organização alguma! Mas além deste relatório, ele tem uma verdade que nós teimamos em inverter: ele sabe que o mundo está perdido e este mundo é aquele que ele deseja: do caos, da guerra, das deserções, das tristezas, das angústias, do egoísmo, do orgulho, da vaidade, da volúpia e de tantos outros sentimentos e atitudes torpes que ele mesmo comanda. Mas esse mundo que ele deseja, de trevas e sombras, está realmente perdido! Vejam em um relato tão precário e dirigido a somente um foco cristão, quanto ele se vê ‘derrotado’ em seus ideais de trevas! E nós, como nos portamos? Damos o devido valor a cada irmão que socorremos? Acreditamos que ao atender com amor um encarando, podemos estar também envolvendo neste mesmo amor outros desencarnados? E o benefício como efeito dominó, em que um beneficiado espalha ao seu redor o benefício recebido? E ainda temos coragem de dizer que o mundo está perdido? Ou será que não estamos valorizando aquilo que temos realizado? Deus permitiria a perdição do mundo ou será que Ele nos dá a livre-escolha e, diante dela, cabe-nos única e exclusivamente a escolha pelo melhor, pelo bello e pelo amor? Reflitamos!

 
 
 

Sinopse 9 de 30

Nossa atuação, prosseguiu o planejador das sombras, será na surdina. Trabalharemos silenciosamente, ocultamente, no campo dos sentimentos, sugerindo pensamentos, estimulando as irritações, o ciúme, a fofoca, a indignação, os melindres, a disputa de cargos, funções, tarefas etc. Temos aí, um vasto campo de atuação junto às inferioridades humanas. Aproveitaremos as brechas deixadas por muitos trabalhadores. Engraçado é que eles, os encarnados, dizem que, de tempos em tempos, nós, os chamados obsessores, promovemos ondas de influenciação negativa, retirando os “anjinhos” do caminho do bem. Eles é que, de tempos em tempos, abrem brechas, nós apenas aproveitamos os deslizes e descuidos dos “ilustres seguidores de Jesus”. A propósito, continuou o malvado pregador, esse é o único modo de penetrarmos na instituição, a única forma de não sermos barrados pelas correntes protetoras, pois que os mensageiros do bem não podem violar o livre-arbítrio dos adeptos do Cristo. Os Espíritos do mais alto sempre dizem que do mal tiram o bem, que nossa entrada é permitida porque servirá de teste para muitos dos freqüentadores e trabalhadores da Casa. Contudo, enquanto elas, as entidades evoluídas, aguardam a aprovação dos seus pupilos, no campo das provas, nós apostamos na reprovação dos tutelados. (Capítulo 1 – Infiltração programada).

Comentário

A culpa é sempre do outro, já ouviram esta desculpa? Pois é, não somos nós que erramos, mas os obsessores que nos influenciaram. Não somos nós que abrimos brechas, mas os obsessores que forçaram passagem. Vejam o deboche com que alguns irmãos são designados: ‘ilustres seguidores de Jesus’! Estes ilustres, com muita certeza são os que mais abrem brechas, os que mais dão largas á intromissão dos trabalhadores das trevas, porque estão muito mais envolvidos pelo próprio orgulho, pela vaidade e pelo mostrar para a mão esquerda o que vem fazendo a direita. É nossa função vigiar e orar, mas a vigília não se dá em referência aos que supostamente nos perseguem ou nos querem mal, mas com muita certeza diante daquilo que sentimos, pensamos e emanamos. Devemos vigiar aquilo que sintonizamos, ou seja, se estamos trabalhando no bem, claro que não nos tornamos agradáveis aos contrários à luz, mas eles só terão acesso se assim criarmos os canais. Vigiar e orar, sempre.

 
 
 

Sinopse 10 de 30

Temos de valorizar o momento, pois as dificuldades econômicas, sociais e políticas do país estão a nosso favor; muitos, envolvidos com os problemas materiais, esquecem de se vigiar, cultivando o pessimismo, a irritação, os palavrões etc., entrando naturalmente em nossa faixa vibratória, autorizando-nos o processo de influenciação; e, na maioria das vezes para nossa satisfação, nem se lembram da oração, que poderia nos afastar completamente, rompendo os nossos propósitos. (Capítulo 1 – Infiltração Programada).

Comentário

Estas colocações, pertencentes ao líder das sombras, faz com que reflitamos. Se fomos orientados a vigiar e orar, eis que não só a parte que diz respeito á vigilância é mal interpretada. Geralmente colocamo-nos em atitudes contrárias a estas duas situações. A oração, em situações onde o caos já está instaurado, não deve ser de lamento, condenação ou de coitadeza, mas antes de rogativa para que nos fortaleçamos, busquemos o equilíbrio e refaçamos as atitudes que levaram o caos a se instalar. Em momento preventivo às dificuldades e às situações caóticas, eis que a oração não deve ser de pedir, pedir e pedir aquilo que acreditamos fazer jus, mas antes, que seja uma oração em que nos reconhecemos aprendizes e infantes, mas detentores da força necessária, posto que a Centelha habita em nós. Escudemo-nos em Jesus, peçamos seu auxílio no sentido de distinguirmos o certo do errado, o relevante do irrelevante, o real do irreal, o que vem da luz e o que vem das sombras. E, em se tratando destes últimos, conheçamos mais como agem, mas não nos esqueçamos de enfatizar em nós mesmos como Deus age.

 
 
 

Sinopse 11 de 30

Por isso, nossas atividades encontram-se ameaçadas’! Neste instante, vários espíritos ainda em aprendizado para o trabalho espiritual se espantaram. Alguns ficaram temerosos, acreditando que nossos superiores não teriam disposição e recursos para defesa, o que levou o orientador espiritual a transmitir as seguintes palavras tranqüilizadoras: — Calma, meus amigos! Tudo está sob controle. É necessário que nos coloquemos à disposição para fortalecermos os nossos irmãos em jornada terrena. Para eles, será uma extraordinária possibilidade de testemunhar, na prática, tudo aquilo que teorizam acerca dos ensinos de Jesus. Que seria do aluno se a escola periodicamente não lhe aplicasse provas? A sabedoria divina, através de suas leis, controla tudo, monitora tudo e, num mundo de provas e expiações, é natural que o mal predomine, experimentando, constantemente, os que aspiram o título de seguidores de Jesus.

Comentário

Aqui temos muitas coisas que nos chama a atenção. Vamos enumerar poucas. Uma delas é a de que a espiritualidade não é intocável, posto que são seres como nós também em evolução e aprendizado. No caso supra citado, existem novos irmãos no trabalho espiritual que, em como todos os setores de nosso viver, ainda não possuem maior vivência naquilo que irão realizar e isso proporciona-lhes insegurança e até mesmo temor. Assim como nós, são amparados e instruídos por espíritos mais evoluídos e vividos, que podem ofertar o amparo e a orientação necessários. A função deles, espíritos em aprendizado e espíritos superiores, dentro da jornada evolutiva é justamente de nos acompanhar, porém, dando-nos a liberdade de escolha, para que tenhamos a oportunidade de praticar aquilo que acreditamos. São as chamadas provas da vida as quais todos devemos passar e, diante do amor e da fraternidade, galgarem novos degraus e novas provas. A sabedoria divina, incontestavelmente é justa! Quando a dor e a dificuldade nos visitar novamente, lembremo-nos de que são as oportunidades de ascensão que nos chegam e galguemos estas dificuldades como quem galga nuvens de amor, renúncia e abnegação. A paz do Mestre esteja com todos.

 
 

Sinopse 12 de 30

Esta será uma batalha que competirá aos encarnados vencerem, nós, porém, nos limitaremos a protegê-los, vigiando e orando fervorosamente. É certo que alguns, pelos sentimentos que nutrem, não mereceriam sequer nosso concurso; entretanto, as tarefas que realizam promovem o bem comum e, pelo trabalho bem feito que executam, ainda que o realizem como “profissionais espíritas” e não como verdadeiros idealistas, nossa proteção se faz sentir pensando no todo da Casa. Ainda que estes “profissionais” nada recebam financeiramente, estão sempre em busca dos elogios, da notoriedade e sempre se irritam quando não são citados. Esses, infelizmente, apesar de todo o nosso empenho em protegê-los, ainda que pensando nas tarefas, serão os principais atingidos. Numa atuação isolada, temos mecanismos para evitar o assédio do mal, mas com uma falange tão bem preparada, com mentes inteligentes explorando todas as inferioridades humanas, e estes encarnados vibrando no mesmo padrão, será praticamente impossível salvá-los!

Comentário

Nestas horas muitos se beneficiam, posto que ainda mesmo que estejam presos à vaidade, ao orgulho e á prepotência, realizam tarefas que envolvem terceiros e estes terceiros necessitam dessas tarefas, ainda que realizadas de maneira a requerer elogios e reconhecimento. Lembro-me do caso de uma companheira de jornada que dizia que dera os últimos anos de sua vida à causa que servia e ela mal se dava conta que muitos lhe deram mais do que alguns anos. Lembro-me de da criatura dizendo que a tarefa na organização era dela e que era aqui que ela se alimentava. Viram que interessante? Ela disse toda a verdade: era a tarefa que ela desempenhava que a alimentava, posto que inúmeros desencarnados colocavam-se na postura de protetores vigiando e orando para que ela não cometesse os desatinos que volta e meia desejava. Se abordarmos pela ótica do vampirismo, eis que ela está lá retirando da espiritualidade todo o seu alimento e meio que entregando o ouro ao ladrão, pois na organização realizava determinadas coisas, mas fora destes momentos de tarefa, entregava-se ao álcool e até mesmo a idéias suicidas. Se abordarmos pelo livre-arbítrio, diríamos que é passada da hora da espiritualidade deixar esta criatura tomar os rumos que deseja, mas ela é importante em suas tarefas e naquilo que realiza, mesmo que levando o ouro ao bandido. Porém, como tudo na vida possui uma necessidade e uma função de ser, ela também está sendo usada como ‘canal’ entre os do bem e do mal. Este trecho poderia render mais e mais comentários, posto que nos remete a tantas e tantas situações cotidianas dos dois planos, terreno e espiritual, e que somos afortunadamente convidados a conhecer através da mediunidade de tantos. Vale ressaltar, que estes irmãos são os primeiros visados para a desarmonia e carregam consigo tantos outros que ainda se encontram ingratos e invigilantes frente ao amor do Criador. De nossa parte, vibremos e nos fortaleçamos, por eles e por nós, pela causa que abraçamos e pela crença que professamos, pelo nosso Criador e pela confiança em nós depositada. A Paz do Mestre esteja com todos.

 
 

Sinopse 13 de 30

Agora, é natural que passes pela prova como qualquer trabalhador.Certamente, compreendes que o fato de assumires uma função de direção não te coloca acima dos tarefeiros menores, sabes que não és melhor que ninguém, entendes a necessidade de te esforçares no caminho do próprio progresso como todos nós. Assim, não esperes privilégios, pelo contrário, será exigido mais de ti, porque, estando à frente de tarefa tão importante, é natural que suponhamos estejas te empenhando mais do que os outros na busca de tua própria reforma íntima. Não ignoras o próprio passado; sabes que estás neste cargo para recompor com o bem e a fraternidade os desvios materiais e espirituais que proporcionas-te aos irmãos em humanidade. Todos trazemos débitos a saldar junto às leis divinas. Contudo, não iremos te desamparar, terás, a partir de hoje, proteção redobrada, afim de que não percas as forças necessárias para continuares cumprindo os labores essenciais ao bom andamento desta instituição. Entretanto, isso não te livrará das investidas das trevas, eles tentarão de tudo, te envolverão de todas as formas. Desta maneira, evita as irritações e os aborrecimentos o quanto possível, cultivando tolerância e vigilância sempre, e quando tiveres de orientar, procura conciliar autoridade moral com fraternidade. Compreendemos, meu irmão, que realmente não é fácil: inúmeras ocorrências te solicitam decisão rápida, várias reclamações pedindo correção, trabalhadores rompendo normas, ciúme etc., naturais para uma Casa com estas proporções. Entretanto, paciência! O exemplo tem de ser de cima para baixo. Terás de ser o espelho que refletirá a compreensão, tolerância e fraternidade. (Capítulo 3 – Orientando Encarnados).

Comentário

Aquele ser que nos parece acima de todos os erros que nós mesmos cometemos, que parece deter toda a serenidade e o conhecimento no tocante aos embates diários, que parece sempre ter uma palavra amiga ao nosso dispor, que transmite a todos a paz e o amparo necessários nos momentos de dificuldades, ah esta criatura que tanto endeusamos: o presidente ou coordenador da casa espírita.
O dirigente de grupo que todos nós olhamos com respeito e admiração é uma criatura como nós que tem tantos ou maiores débitos que nós mesmos, mas que frente ao aprendizado vivenciado já se conscientizou de que deve refazer seus passos e além de se auto lapidar, deve também auxiliar os companheiros que um dia fez caminhar pelas estradas erradas e outros tantos que lhe são confiados. Responsabilidade grande para alguém não perfeito e sujeito a erros, mas que através de sua sincera devoção e seu profundo sentimento de gratidão frente à oportunidade de reparação se coloca a favor de todos em detrimento de suas próprias imperfeições e fragilidades. Alguém que não está acima de tudo e de todos, pelo contrário, é tão assediado ou mais que aqueles a quem comanda. É perfectível critiquemos e até avaliemos o trabalho de um coordenador ou de um dirigente, mas não nos esqueçamos de verificar se nós mesmos não lhe causamos desarmonia com nossos sentimentos inferiores ou se nós mesmos não colaboramos com a necessidade de compreensão frente ás inúmeras decisões que pedem presença de espírito e rápida decisão, assim como todo o andamento da organização e seus colaboradores que lhe visitam com problemas e dificuldades a serem solucionados. A Paz do Mestre esteja com todos.

 
 

Sinopse 14 de 30

Terminadas as colocações do dirigente espiritual, Castro solicitou emocionado: — Sendo este um caso tão grave, permita-me lembrar desta nossa conversa, quando despertar no corpo denso, para que tenha possibilidade de tomar as devidas providências. — Não será possível, meu amigo. Lembra-te: nada de privilégios. Porém, guardarás a sensação de que algo desagradável está para acontecer, além de uma imagem simbólica, de uma grande casa com imensas rachaduras. Este simbolismo será gravado em tua memória física, para que te sirva de alerta sobre as possíveis infiltrações produzidas pelas fendas da invigilância humana. Isso bastará para que te coloques em guarda, aplicando, como meio de defesa, os preceitos cristãos. (Capítulo 3 – Orientando Encarnados).

Comentário

Eis a verdadeira oportunidade de crescimento e de amparo. Não caminha por nós, estes nossos mentores amorosos, mas antes, alertam-nos das intempéries e nos auxiliam a prosseguir diante da tormenta, mas sem nos poupar de que aconteçam, seja evitando-as ou minorando-as. Todo o esforço provém de nós e eis o crescimento se processando. Temos da Centelha divina e por conta dela, eis que tudo podemos realizar e o inimaginável pode ser nossa meta, porém, somente avançaremos se vivenciarmos cada estrada, cada caminho e cada roteiro. E mais: diante desta proteção e deste amparo a que somos alvo, não existem regalias! Não existem escolhidos e tampouco preteridos.Em nossa mente vagam recordações imprecisas de momentos como este a que Castro fora convidado participar. É esta a verdade espiritual em que devemos no calcar para não sermos vítimas de misticismos e de charlatães. Somos todos amparados e orientados e é nosso esforço em nos melhorarmos que nos faz diferentes. Este esforço não se traduz apenas em aprender ou ensinar, mas principalmente em praticar. Ah, pai, como Te agradecemos pelas diversas oportunidades que nos são ofertadas de praticarmos o amor e a renovação. Que seja mais da Tua vontade do que da nossa, sempre! 

 
 

Sinopse 15 de 30

Uma das armas que os inimigos da paz certamente utilizarão, serão os modismos. Haverão de explorar todos os tipos de crenças populares, agitando ondas de novidades “doutrinárias”. Todos aqueles que não estiverem firmes doutrinariamente poderão ser levados de roldão e não estranharemos se, na Casa, houver certa evasão, por verificarem a impossibilidade da aceitação das idéias anti-doutrinárias. Outros se deixarão fanatizar por comunicações esdrúxulas, revelando uma multiplicidade de sistemas empolgantes, coloridos, envolventes, mexendo com o ego das pessoas.(Capítulo 3 – Orientando Encarnados).

Comentário

Modismo! Quem já teve oportunidade de ouvir uma excelente palestra de Divaldo Pereira Franco: Porque creio em Deus, pôde ali mesmo ouvir acerca do modismo perante Deus! Em França, conforme mudavam-se os Reis, mudava-se a existência ou não de Deus e, se quisermos vir mais próximos a nós, temos o exemplo do movimento hippie onde aboliu-se Deus e passou-se a cultuar viagens alimentadas por alucinógenos e toda sorte de libertinagem denominadas como liberdade.O modismo nos afeta profundamente e não raro vemos isso em todos os segmentos: determinados carros são produzidos de tal cor somente até o ano tal, onde ocorre uma modificação nos hábitos de consumo (incentivada por quem?), as roupas que antes levavam décadas para serem modificadas, agora passam por transformações a cada nova estação do ano e o mesmo se dá com o corte de cabelo, a cor do esmalte e até mesmo os hobbies que praticamos. Dois extremos: modismos relativos a Deus e modismos relativos ao nosso cotidiano. Em meio a isso tudo, muitas criaturas que ainda não se encontraram consigo próprias e que necessitam seguir tendências e achismos para se auto-afirmarem. Dificuldades pessoais ou necessidade de lapidação individuais a parte, eis que a Doutrina Espírita não está isenta destas febres e através do relato deste mentor amigo, eis que nos é elucidado quem incentiva estas ondas de modismos e, pior, também quem são os mais afetados. O recado já nos foi dado de forma clara diversas vezes. Faremos ouvidos moucos? Ou teremos disciplina, perseverança e direcionamentos inabaláveis no tocante à Doutrina dos Espíritos? A paz do Mestre esteja com todos!

 
 

Sinopse 16 de 30

Através dela não temos nenhum campo de ação, sem contar a proteção que angariou pelo trabalho tão bem realizado, quase não oferece brecha, limitando a 1% nossa influenciação sobre ela. Entretanto, para nossa grande alegria, é casada com um homem possuidor de densas vibrações, o que nos permi¬tiu a aproximação e convivência em sua própria residência; avesso ao Espiritismo, o esposo freqüenta raramente os cultos de uma seita evangélica, carregando na mente a idéia de que a Doutrina Espírita é coisa do diabo.- Isso! Interrompeu o mandante, eis aío nosso homem! Incentive-o a continuar na igreja, acompanhe-o, ore com ele se for preciso! (risos) (Capítulo 4 – Iniciando o Ataque).

Comentário

Aqui os espíritos das sombras estavam a comentar sobre como poderiam intervir junto a uma tarefeira da Casa Espírita. Vejam que interessante. Eles precisavam ‘comer pelas beiradas’, para poder chegar no objetivo final. O dirigente da Casa não iria ceder ás pressões, mas daria margem á invigilância quando estivesse com redobradas tarefas e problemas a resolver. Então, optaram por relacionar os principais tarefeiros e verificar como poderiam abordá-los. No caso desta companheira, sua dedicação á causa e seu empenho em melhorar-se quase não oferecia brechas, exceto pelo seu companheiro. Puxa, quantas e quantas vezes não percebemos que algo á nossa volta dá errado ou não caminha bem, a despeito de nossas boas intenções, empenho e fé? Eis um momento para analisarmos e também nos lembrarmos, que não nos adiantará seguir isoladamente. Aqueles que nos rodeiam e nos acompanham devem, de alguma forma, seguir conosco ou nós mesmos nos tornaremos vulneráveis frente à fragilidade destes. Acompanhem a narrativa desta investida e percebam como até mesmo para praticar o mal é necessário ter conhecimento, perseverança e objetivos!

 
 

Sinopse 17 de 30

“Não se esqueça, continuou o perverso coordenador, de verificar na instituição alguém cujas vibrações denotem desejo ardente em assumir um cargo, veja entre os próprios companheiros de Márcia se há brechas nesse campo, quem sabe um desejo escondido, uma pontinha de inveja etc. Incentive-os a cobiçar esta colocação, aproveite um daqueles dias em que os trabalhadores demonstram natural irritação, ocasionada pelas atividades frenéticas da vida moderna, fazendo com que alguns comecem a se aborrecer com as orientações da coordenadora. Faça brotar, entre eles, idéias de que a responsável pelas entrevistas gosta de mandar, aparecer, dominar!” (Capítulo 4 – Iniciando o Ataque).

Comentário

Nossa, nem é difícil de nos recordarmos de ‘um dia daqueles’ em que parece que o mundo saiu do eixo e em nossa casa ou trabalho ou instituição tudo está revirado! Por que será, não? Eis aí a minúcia de como se tenta criar um ambiente de desequilíbrio onde uns se viram contra os outros. Primeiro lá na casa da trabalhadora a discórdia se instaurará por conta das atitudes junto ao esposo ‘invigilante’, depois atiçar-se-á o fogo da inveja e da cobiça junto àqueles que se acreditam vigilantes e o circo está montado. Reflitamos que nosso maior testemunho se dará nestes momentos e que em se tratando de organização, se algo não vai bem em uma ponta, todas as demais haverão de sofrer as consequências. Muitos já devem ter visto aquela fábula do rato que encontrou uma ratoeira na fazenda e foi pedir auxílio aos demais (porco, vaca, cavalo, galinha) e cada um ao seu turno disse que o problema não era deles, até que todos são envolvidos pelo problema que aparentemente pertencia apenas ao rato. Zelemos pela instituição ou grupo, zelemos pelo nosso ambiente de trabalho, zelemos pelo nosso lar, prédio ou academia esportiva que seja!! Seremos os maiores beneficiados, com certeza!!

 
 

Sinopse 18 de 30

“Sei que o senhor é um dos obsessores imediatos da falange da qual faço parte. Sei, também, que administra respeitável cidade dedicada às obsessões. Tenho comigo as informações básicas do seu currículo, entre elas conheço a sua especialização em destruir centros espíritas! Eu o admiro sinceramente! Não é fácil perseguir aqueles que têm conhecimento de como as coisas espirituais funcionam. Aqui, por exemplo, vez por outra os espíritos da luz se apresentam arrebatando muitos dos nossos, mas os encarnados, trabalhadores deste núcleo, não dispõem do intercâmbio mediúnico ostensivo, da fé raciocinada, da caridade pura, o que facilita muito o meu trabalho. Mas, quanto ao senhor trabalhando tão de perto e tão corajosamente junto aos tarefeiros dos centros espíritas! Ah! Isso não é para qualquer um!"(Capítulo 4 – Iniciando o Ataque).

Comentário

Especialização em destruir Centros Espíritas. Especialização em fechar portas onde a fraternidade, os ensinamentos cristãos, a solidariedade e a comunhão de ideais elevados se realiza. Sabemos que tem gosto para tudo. Sabemos que as pessoas se prendem, muitas vezes, a coisas que sequer imaginaríamos ter utilidade ou motivo para existir e, no entanto, sequer nos damos conta de que o mesmo pode se processar no que diz respeito á moralidade, á espiritualidade e à evolução. Essa união em que vemos estes irmãos conchavar, não é uma união estável ou fraterna, posto que eles mesmos desconhecem a profundidade deste estado d’alma, a fraternidade, e também são movidos por inúmeras paixões que não medem esforços para se concretizarem ou para que possam ser desfrutadas. Fato é que existe admiração de um para com o outro, principalmente porque ambos conhecem coisas que a maioria de nós desconhece, ou seja, o poder da fé raciocinada, caridade pura e do intercâmbio despretencioso junto á espiritualidade. O fechamento de núcleos espíritas faz com que cada vez menos criaturas possuam desta oportunidade, por isso empunhamos a bandeira do ‘amai-vos e instruí-vos, pois a liberdade libertar-vos-á’. E você, que pode fazer em benefício de teu próximo? Que você tem feito para auxiliar a que mais irmãos possam ter do conforto espiritual, da lucidez e do consolo que você mesmo desfruta ao conhecer a Doutrina Espírita e entender melhor os princípios Cristãos? O convite já foi feito e aqui é reapresentado: “Sejamos os trabalhadores da última hora, aqueles que multiplicam e semeiam com a alegria de ainda poder aproveitar do dia que lhe resta frente ao servir ao seu Senhor”. A paz do Mestre nos envolva nesta reflexão e iniciativa.

 
 

Sinopse 19 de 30

“Meus irmãos, os sofrimentos no mundo representam o castigo divino. Se você sofre é porque está em débito com Deus e precisa saldar esta dívida. Nós, os pastores de Deus, recebemos um dom do eterno Pai, o de aliviar e até acabar com os sofrimentos; somos os mensageiros do Senhor! Entretanto, nada na vida é de graça, Deus espera que você faça a sua parte, dê a sua cota de sacrifício para se libertar dos problemas espirituais que lhe atormentam, e é sobre o sacrifício que vamos falar. É preciso ter coragem para agradar a Deus, ter fé para conquistar a simpatia de Deus, ser ousado nas rogativas dirigidas a Deus. Se você quer se ver livre dos problemas, doe sua parcela."(Capítulo 4 – Iniciando o Ataque).

Comentário

Não podemos concordar com esta narrativa, principalmente quando nos deparamos com passagens do evangelho. É uma destas que transcrevo aqui, assim como os comentários de Kardec: "CURAI! Os enfermos, RESSUSCITAI! Os mortos, SARAI! Os leprosos, EXPELI OS DEMÔNIOS, daí de graça o que de graça recebestes." (MATEUS) - COMENTÁRIOS DE ALLAN KARDEC: "Daí de graça o que de graça recebestes" diz Jesus aos discípulos. Tal preceito prescreve não aceitar pagamento por aquilo que não se pagou. Ora, o que eles haviam recebido gratuitamente, era a faculdade de curar os doentes, e expulsar os demônios, isto é, os maus espíritos. Esse Dom lhes tinha sido dado, gratuitamente, por Deus, para que aliviassem os que sofriam e para ajudar a propagação da Fé; e lhes disse: que não transformassem esse dom em artigo de comercio ou de especulação, nem em meio de vida. O capítulo XXVI de O Evangelho Segundo o Espiritismo aborda este tema em profundidade. Vamos estudá-lo? A paz do Mestre esteja com todos.

 
 

Sinopse 20 de 30

Terminado o momento do ofertório, o “pastor” fez uma rogativa. As palavras pediam a Deus pelos necessitados, mas o coração contava as moedas! Entretanto, centenas de pessoas oravam com fervor, inúmeras possuíam méritos e, nesta hora, os benfeitores espirituais, que estão em toda parte, ali se apresentaram, atraídos pelos pensamentos das pessoas nobres de sentimentos, colhendo os pedidos sinceros que, muitas vezes, numa explosão de fanatismo, eram feitos aos gritos; e, naquela algazarra, os verdadeiros espíritos do Senhor, que não eram vistos ou percebidos pelos adversários do bem, trabalhavam silenciosamente, anonimamente, promovendo passes magnéticos nos enfermos, recolhendo obsessores, espíritos recém-desencarnados, almas sofredoras e infelizes, num extraordinário trabalho de benemerência. Terminada a prece , muitos sentiam-se aliviados, atribuindo a melhora ou a cura aos poderes místicos do “pastor”. (Capítulo 4 – Iniciando o Ataque).

Comentário

O amor cobre a multidão de pecados. Eis que esta frase pode ser utilizada nesta passagem. O amor de Deus manifesta-se a todos quantos assim o pedirem com sinceridade, com mérito e assim recebem até em acréscimo generoso do Pai. Muitos sofrem e desconhecem os verdadeiros caminhos do refazimento, desconhecem a realidade da vida após a morte e não fazem idéia do que seja realmente renascer da água e do batismo. Estes fiéis, não menos meritórios, tornam-se presas fáceis nas mãos dos embusteiros e dos falsos profetas, mas ainda assim não são desamparados e tão pouco discriminados por Deus. Se Deus não nos discrimina e tão pouco escolhe lugares para ‘mandar’ que Seus filhos trabalhem em prol do bem, por que insistimos tanto em segregar, partidarizar e dividir a tudo e todos? Pelas posses materiais? Pelo status? Por egoísmo e orgulho? Vejam um pequeno parágrafo quanto nos enseja a refletir, aprender e compreender. Que a paz do Mestre nos envolva.

 
 

Sinopse 21 de 30

— Aí, meu amigo, nós vamos dar a eles a faculdade de cura!
— Como assim?
— Simples! Aproveitando a brecha de inúmeros tarefeiros, penetraremos na instituição. Dos assistidos que adentrarem a sala de passe e estiverem sob um processo obsessivo, e ainda, se esses obsessores fizerem parte de nossa extensa falange, solicitaremos que se afastem momentaneamente, causando uma cura, instantânea, aparente. O resto, se eu conheço bem a criatura humana, acontecerá naturalmente. 
— Não entendi, disse Gonçalves. O senhor pode explicar melhor?
— Fácil, meu querido, muitas pessoas não entendem o processo da mediunidade, não compreendem que os passistas são simples instrumentos, embora haja sempre uma parcela do magnetismo humano, e por desejarem agradecer os recursos recebidos, logo, logo o endeusamento baterá às portas das salas de fluidoterapia, fazendo com que os passistas disputem entre si, quem dispõe de maiores recursos magnéticos.(Capítulo 4 – Iniciando o Ataque).

Comentário

Novamente percebemos aqui que Júlio César, o ardiloso das sombras, usa da falta de conhecimento daqueles a quem quer afetar. Ah, muitos dirão que não tiveram a chance de estudar, conhecer ou até mesmo aprender, mas a estes cabe o atenuante da ‘ignorância’ e a proteção ao coração fiel e amoroso. Além do mais, nos dias atuais, com a propagação da mediunidade e das comunicações aos 4 cantos do mundo, dificilmente algum companheiro poderá alegar que não ouviu, não foi alertado ou que sequer soube acerca do Mestre Jesus, dos seus ensinamentos e também sobre as leis da vida e da espiritualidade, trazidas com maior clareza e de forma pontual pela equipe espiritual responsável pela Codificação Espírita. Aos que já se encontram dentro da Doutrina Espírita o alerta é enfático: estude e conheça para não ser joguete das sombras. Pratique o amor, a fé e a caridade, para que teu ser não fique estagnado no orgulho, na vaidade e no egoísmo. Aproveitemos mais este alerta que nos é ofertado e não nos esqueçamos: o Pai não desampara, mas a cada um segundo suas obras. A paz do Mestre esteja conosco.

 
 

Sinopse 22 de 30

O perseguidor, porém, continuava implacável. Após ter lançado a discórdia na equipe da fluidoterapia, continuava a se preparar para o envolvimento dos grupos mediúnicos propriamente ditos. Agora, os médiuns ostensivos é que seriam experimentados. Os invasores das sombras julgavam-se livres dos protetores espirituais. Sentiam-se fortalecidos no desejo de dominar o Centro Espírita, por permanecerem imantados aos trabalhadores que ofereciam brechas neste ou naquele campo. Entretanto, quando se preparavam para invadir um grupo de desobsessão, foram fortemente barrados por alguns espíritos bons, impedindo-lhes o acesso na reunião de orientação e libertação espiritual. Júlio César não se continha, esbravejava lançando palavras ofensivas ao grupo, além de fluidos nocivos que eram neutralizados pela atuação positiva dos benfeitores espirituais.O agrupamento dedicado à desobsessão era composto de pessoas graves e idealistas, o que naturalmente lhes garantia o amparo, livrando-os dos adversários perturbadores das tarefas. (Capítulo 6 – Intervenção Superior).

Comentário

Em muitos momentos somos envolvidos e tentados pelas situações descritas neste livro e por tantas outras que fazem parte de nosso viver: desentendimentos conjugais, perseguições profissionais, desacatos por parte de quem detém o poder, injustiça perante aquele que deve praticar a justiça e assim por diante. Fato é que necessitamos vivenciar determinadas coisas para aprendermos e também exemplificarmos o que já assimilamos. O grupo comandado por Julio César teve total ‘liberdade’ para agir dentro da Casa Espírita, mas justamente em conformidade com a invigilância dos seus trabalhadores. 

Quando nos referimos a invigilância, não falamos de irmãos que devem estar parados em portas verificando o fluxo de pessoas, mas referimo-nos à vigilância pessoal. Nossos pensamentos, nossos desejos mais secretos, nossas imperfeições e até mesmo nossas dívidas reencarnatórias nos colocam em posição vulnerável a estes e também aos nossos desafetos, sejam eles encarnados ou desencarnados. Vigiar, significa perceber em nós estes pontos e trabalhá-los. Não me cabe perceber a ira no próximo, mas a ausência de serenidade em mim para com ela lidar. Não devo buscar no companheiro de jornada que ele seja perfeito, mas desenvolver em mim a tolerância para as falhas e imperfeições nele contidas. Assim se processa o vigiar. Assim se processa a atenção que devemos ter para com nosso reto proceder e isso nos dará cada vez mais subsídios para sermos consideradas pessoas ‘graves’ e idealistas, ou seja, pessoas que buscam esse crescimento, esforçam-se por praticá-la e, acima de tudo, honram os interesses do pai mais do que aos próprios, pois como asseverou o Mestre: “ E todo o que deixar, por amor do meu nome, a casa, ou os irmãos, ou as irmãs, ou o pai, ou a mãe, ou a mulher, ou os filhos, ou as fazendas, receberá cento por um, e possuirá a vida eterna” (Mateus 19:29).

 
 

Sinopse 23 de 30

" — Afinal, por que nossa Casa está sendo perseguida? Por que estamos sendo tão atacados desta forma? Querem, os inimigos do amor, destruir alguém em particular? — Não, esclareceu o espírito amigo, os adversários são inimigos gratuitos da Causa e desejam destruir a obra de Jesus no planeta. Entretanto, os trabalhadores imprudentes cooperam para aumentar o problema, à medida que oferecem brechas no caminho. Isso tudo é, de certa forma, compreensível, uma vez que são companheiros em aprendizado rumo a própria perfeição. No entanto, os obsessores devem ser contidos e educados amorosamente. O Evangelho de Jesus é essencialmente educativo e é uma pena que seja esquecido algumas vezes; e quando isso acontece, os amigos encarnados entram em sintonia com os adversários, tornando-se seus representantes na Terra. Porém, aqueles que permanecerem firmes , valorizando pelo próprio exemplo a mensagem cristã, nos permitirão o auxílio na proporção direta do trabalho no campo do bem, contribuindo para a modificação dos adversários, fazendo com que o equilíbrio retorne naturalmente." (Capítulo 9 – Entre mensagens e Críticas).

Comentário

A primeira coisa que podemos ressaltar diante deste questionamento é o enfoque de todos por um e um por todos. Se a casa estivesse sendo perseguida por causa de um de seus trabalhadores, será que faria diferença? Se ele fosse homem, mulher, branco, homossexual ou o que quer que ‘rotulemos’ neste momento, será que a postura dos trabalhadores da casa deveria ser diferente?

Para que nos aprofundemos neste raciocínio, ressalto que o ataque à Casa Espírita se deu através das brechas que os próprios trabalhadores ofertaram. São as próprias fraquezas morais e espirituais destes irmãos que proporcionaram a possibilidade deste ‘ataque’. A essa altura questionamos: faz diferença por causa de quem ou do quê estes espíritos estão lá promovendo a algazarra? Ou fará diferença nossas posturas pessoais, os compromissos que assumimos frente a uma entidade ou à própria família? Resolver-se-á o problema retirando, por exemplo, a pessoa que atraiu essa onda de raiva ou de ira? Mas e se essa ‘pessoa’ é o Mestre Jesus? Retiraremos ele de nosso convívio? Não somos todos iguais perante ao Pai? E então, segregaremos para resolver o problema ou enfrentaremos nossas mazelas pessoais? Valorizaremos os ensinamentos cristãos através de nossos exemplos ou buscaremos uma solução mais cômoda? A paz do Mestre nos guie nestas reflexões.

 
 

Sinopse 24 de 30

" — Caro amigo, temos recebido o teu concurso há anos e, de fato, nos sentimos felizes e honrados pela oportunidade de serviço. Entretanto, minha alma está sofrendo! Não sei se vou aguentar mais esta vez! Meu coração está cansado. Tenho suportado intolerância e desequilíbrios! Por mais que se fale, solicitando viver os ensinos do Cristo, as criaturas permanecem renitentes, desejosas em ser o exemplo da irritação e da incompreensão. Já tenho feito tanto por esta Casa! Mas, agora, amigo, confesso estar esgotado. Não aguento mais tantas reclamações, nossa organização tem se demonstrado ineficiente para o executar das tarefas mais simples. Os tarefeiros apontam dificuldades para os trabalhos de rotina! Durante anos militei firme. Mas, hoje, o labor tem exigido muito de mim e, diante de tantos problemas, tenho pensado em desistir. Quem sabe esteja velho, mesmo! Talvez seja a hora de aposentar? Oferecer a vez para outros, livrando-me das perturbações?" (Capítulo 9 – Entre mensagens e Críticas).

Comentário

Por vezes, ainda que conhecedores das verdades e dos mecanismos de atuação não apenas dos nossos inimigos, mas também dos nossos companheiros de jornada em evolução, chega o momento em que simplesmente estamos cansados. Eis a repetição das mesmas palavras, dos mesmos ensinamentos, das mesmas verdades nos incomodando em rotina e mesmice.

Cansamo-nos de dizer tantas e tantas vezes as mesmas coisas, cansamo-nos diante da repetição constante até para a mesma criatura, dos ensinamentos cristãos. É a mesma coisa repetida e repetida, repetida e repetida. Onde poderemos não nos cansar? Onde poderemos encontrar o fôlego necessário para vivenciarmos estas situações sem nos sentirmos cansados e desgastados? Olhando para cada criatura como um novo irmão. Observando cada oportunidade de servir e edificar como sendo a mais importante de nossa vida, ainda que se repita diante da intolerância e até mesmo do descaso alheio. Nossas convicções não podem esmorecer por conta de quem está em desequilíbrio ou ainda não entendeu a necessidade da disciplina e do reto proceder. Aqueles que desejam novidades, alegando conhecerem já todas as verdades, só nos cabe um questionamento: já é possível colocar em prática, em teu dia-a-dia, todas as verdades que você já conhece? A paz do Mestre esteja conosco nestes momentos de reflexão.

 
 

Sinopse 25 de 30

" Quem se dispõe a seguir Jesus deve estar consciente dos caminhos pedregosos, da cruz que carrega e, ao final da vida terrena, estar preparado para o sublime sacrifício do Gólgota. O Cristo também não ficou livre da “hora das trevas” a que se refere o Evangelho, ensinando-nos ser precíso suportá-la, para que a obra não se perca. Os adversários são igualmente nossos irmãos em humanidade, permanecendo, simplesmente, enganados quanto ao caminho das verdades eternas!"(Capítulo 9 – Entre mensagens e Críticas).

Comentário

Temos visto e estudado essa parte em nossos encontros. Seguir ao Mestre não é fazermos uma coisinha e acharmos que estamos aptos a fazer coisas maiores. Servir ao Mestre não é estarmos em um trabalho por 10 ou 15 anos e nos cansarmos e abrirmos mão de tudo o que foi feito. Trabalhar em nome do Mestre jamais nos dará o direito de regalias ou facilidades. Realizar em nome do Mestre nunca nos garantiu vida fácil. Trabalhar, ser e estar junto ao Mestre exige sacrifícios e disciplina. 

Seguir ao Mestre, no plano terreno, é muito mais do que ser cristão, é depurar suas mazelas e modificar suas imperfeições, tornando-os francos espelhos virtuosos. Cansar de pregar a verdade? Cansar de perdoar e dar uma nova oportunidade? Cansar de nossa fé e de nossos ideais? Até podemos, mas só o faremos por pura falta de compreensão de tudo o que realizamos e ainda temos por realizar. Planeta de provas e expiações. Mundo de regeneração. Aqui estamos não para nos tornamos seres angelicais a custa de boas obras, mas a custa de sacrifícios pessoais, diminutos frente nossos erros e àquilo que o Mestre Jesus indevidamente recebeu de todos nós. Vamos aprumar o corpo e retomar a estrada? A espiritualidade amiga é conosco, amparando-nos e fortalecendo-nos. Pedi e obtereis, crer e agir. A paz do Mestre esteja com todos.

 
 

Sinopse 26 de 30

“Compreende-os o quanto puderes! São almas sofredoras, guardam angústias e dramas terríveis, querem se libertar dos erros, mas não encontram coragem. Trazem a consciência profundamente comprometida ante as leis universais e terão de enfrentar a inexorável lei da reparação. E se queres saber, tu mesmo já fizeste parte das “hostes infernais”! Quem de nós, peregrinando pelos caminhos da ignorância, não contribuímos para entravar o progresso? Agora, que já caminhamos um pouco mais, é mister compreendermos aqueles que estão na escuridão, fazendo a nossa parte para retribuir à lei divina a mesma misericórdia de que um dia desfrutamos.”

Comentário

Nem é preciso dizer que este conselho fraternal é aplicável a todos quantos nos rodeiam. Quantos trazem a alma enxameada frente ás disparidades que cometeram? Quantos ainda não conseguem verdadeiramente ver a luz do sol, por trazerem em seu ser a sombra da culpa e do arrependimento? 

Quantos ainda caminham em caminhos tenebrosos e obscuros, porque não conseguiram divisar o amor e conhecer-lhe as real importância, mesmo quando dele puderam usufruir? Quem somos nós para questioná-los? Quem somos nós para acusá-los? Defender-se destes irmãos não significa dever levá-los a juizado ou a situações constrangedoras, mas antes, amá-los como gostaríamos de ser amados, compreende-los como gostaríamos de ser compreendidos e perdoá-los como assim desejaríamos ser. Frente aos corações endurecidos e embrutecidos, persistentes no mal e na maldade, só nos resta retirar de nosso mais profundo eu as palavras do Mestre Jesus: ‘Perdoa-os, pois não sabem o que fazem’ e se assim o sabem, ‘Perdoa-os assim mesmo, posto que não possuem ainda olhos de ver’. Que seja a paz do Mestre a envolver a todos nós.

 
 

Sinopse 27 de 30

“Tu, meu amigo, estás rumando para o sublime sacrifício do Calvário, e as trevas, naturalmente, estão te experimentando. Fracassarás agora? Renunciarás ao trabalho? Farás como Simão Pedro? Negarás Jesus no momento mais importante? Abandonarás os irmãos em jornada à própria sorte? Para onde foi o teu ideal? Deixa-te, portanto, ser transpassado pelos cravos da maledicência, suporta as injúrias, as maldades, pois estes sofrimentos morais ainda são necessários para o teu crescimento espiritual. Muitos dos excursionistas em aprendizado pela Terra passam por provações semelhantes devido a necessidades evolutivas e não atingiram, ainda, a capacidade de sofrer e viver pela felicidade do outro, apagando-se completamente!"

Comentário

Foi tão difícil chegar onde chegamos! Dores, obstáculos, disciplina, resignações, renúncias, testemunhos de fé e confiança... e tudo parece se repetir à nossa frente, novamente somos testados, colocados à prova e chamados ao testemunho. Até quando, Pai? Então, simplesmente, nos cansamos e dizemos: chega, cansei da brincadeira. 

Mas isto não é uma brincadeira, meus irmãos. Isto é muito mais do que simples conquistas pessoais ou de âmbito doméstico. Aqui falamos da eternidade, da humanidade e das leis inexoráveis, porém amorosas, com que estamos envoltos. Aqui falamos de todo um destino a ser cumprido, resgatado e realizado. As promessas de ventura não cairão do céu e tampouco agraciarão aos não comprometidos com o amor e a caridade. Somos chamados ao testemunho final e isso pode ocorrer todos os dias, pois não sabemos quando está programado nosso retorno á Pátria espiritual. Somos chamados ao testemunho diário, posto que não sabemos até onde realmente é apenas um testemunho ou um aprendizado aprofundado. Somos sim oportunamente convidados ao exemplo vivo de nossa fé e de nossa crença, para que não mais tenhamos amores servis, antes, amores incondicionais. Ressuscita-nos, Pai, diante da vida e do amor, da oportunidade de refazer nossos passos na carne, para que realmente possamos levitar em espírito.

 
 

Sinopse 28 de 30

“Se achas ter feito muito por esta Casa, de fato, não entendeste o idealismo espírita! Se apresentas fadiga, busca a água viva do Evangelho, refrescando-te no oásis dos ensinos de Jesus, perante o deserto dos teus sofrimentos! Já vencemos tantos problemas juntos, nunca te negamos amparo, contudo, quando precisamos contar com tua colaboração num momento extremo, em que a lucidez e o exemplo cristão precisam caminhar lado a lado, pensas em desistir? Lembra-te: Ninguém alcança ascensão espiritual, sem vencer a si mesmo, e sem dar a vida pelo semelhante. Bem sabemos das tuas limitações, mas te solicitamos, já que és o representante desta Casa no ambiente físico, a compreensão dos irmãos em desequilíbrio como nós os compreendemos."

Comentário

Quantas e quantas vezes enumeramos nossos feitos, nossas qualidades, o tempo que dedicamos ao que quer que seja e acreditamos que já fizemos muito. A mesmice (sempre novos companheiros necessitados do mesmo socorro, dos mesmos conselhos, do mesmo amparo), faz com que nos sintamos repetitivos, mas que triste ironia! 

Quantas sementes lançamos, quantos irmãos auxiliamos a encontrar o amor e a própria caminhada, quantas criaturas não socorremos com nossas rogativas, quantos lares não se perpetuaram ante o bom ânimo que ali levamos e, ‘cansados’, acreditamos ter feito além de nossa cota. Como somos mesquinhos! Como somos egoístas! A espiritualidade que nos acompanha, dia e noite, jamais parou para enumerar quantas e quantas vezes incorremos no mesmo erro, quantas e quantas vezes não condenamos ao invés de perdoar, quantas e quantas vezes não fechamos portas ao invés de abri-las. E lá estão ao nosso lado, amparando-nos e ofertando-nos do consolo, da paz, do equilíbrio, do refrigério e de tantas outras coisas que não queremos mais perpetuar. Teremos este direito? Seremos tão beatos ou abastados espiritualmente que não nos cabe mais consolar, ofertar a paz e o amor? E que abastança é essa que leva à acomodação e à inércia? Sejamos fortes, sejamos luz e estejamos gratos a tudo que nos é ofertado e façamos isso tudo em forma de trabalho e dedicação à Seara do Mestre que até hoje trabalha pelo nosso bem-estar e melhoria.

 
 

Sinopse 29 de 30

“Se abandonares as tuas realizações agora, falaremos como os espíritos do Mais Alto disseram a Kardec: “... Se desistires da jornada, outro te substituirá, pois os desígnios de Deus não repousam na cabeça de um único homem.” Contudo, para ti será a perda do coroamento moral do trabalho, ocorrido pela satisfação de vencer a luta com honestidade, dignidade, com as armas do Evangelho redentor, o qual aponta para a tolerância, a compreensão, a educação, a não-violência e a fraternidade sempre!"

Comentário

Vejam, não é questão de sermos substituíveis e a clareza que se apresenta é inquestionável: podemos colocar a perder nossas aspirações, nossos sonhos e nossos empenhos, mas não se perderá a obra do Pai. A Seara do Mestre não haverá de se interromper se cairmos ou abandonarmos o posto que nos cabe, antes, outros serão escolhidos e serão aceitos para as tarefas que nos cabem, pois podemos cair, mas não podemos arrastar outros conosco. 

Se, de repente nossa obra até então feita com amor e fraternidade, amparo e assistência da espiritualidade superior, for abandonada por nossa imprevidência e egoísmo, eis que novos retomarão nossas tarefas e nenhuma ovelha se perderá, a não ser nós mesmos enquanto insistirmos em dizer que temos problemas e dificuldades maiores que nosso Pai Criador. Persevera e vencerás; a vitória não é aquilo que acreditamos, salvo seja a superação de nossas mazelas, vilezas e imperfeições; salvo seja a união fraternal, o amor incondicional e a ascensão espiritual de todos quantos foram por Deus criados. Insistamos! Perseveremos! O Pai não permitirá que carreguemos mais do que devemos carregar e o Mestre nos asseverou: meu fardo é leve e meu jugo suave. Se está difícil viver e estamos na luta diária junto à espiritualidade amiga, já imaginastes quando dela nos afastarmos? Que a paz do Mestre nos envolva.

 
 

Sinopse 30 de 30

“Teus adversários certamente te procurarão, desejando acabar com os teus propósitos superiores. Será a lei de causa e efeito solicitando reajuste. Natural, não achas? Desviaste tantas almas, escravizaste tantas criaturas! ... Agora, tua vivência Evangélica deverá dar demonstrações concretas de arrependimento, transformação e reparação; assim, terás a grata satisfação de libertares as almas que, no passado, aprisionaste no ideal das sombras."

Comentário

-Eis o que ocorre em nosso viver e, muitas vezes, achamos ser pura injustiça. Quantos já desviamos do caminho, seja através da sensualidade, da ganância, dos desmandos, das idéias torpes e até mesmo dos pensamentos doentios? Quantos e quantos já não teremos auxiliado a cair por conta de nossa inteligência e até mesmo de nossa facilidade para comandar ou influenciar? Nossas palavras terão sempre sido de amor e fraternidade ou já teremos manipulado, aliciado e até mesmo desestimulado muitos diante daquilo que sabíamos e acreditávamos?

Se ouvimos nosso companheiro narrar neste livro que já estava há 700 anos no plano espiritual e que era hora de reencarnar, imaginem quantos e quantos anos já não teremos estado na carne e a cada nova oportunidade desperdiçada,quanto não angariamos de negativo para nós mesmos? E agora, em pequeno e frágil gesto de melhoria ou renúncia, eis que acreditamos ter sanado todas as dores que causamos, reconciliando a todos que ferimos e apaziguando a todos que desencaminhamos. Lêdo engano que se faz acreditar que não seremos cobrados e até mesmo ironizados em nossas mudanças, testados até em nossa real condição de renovação. E será a bendita oportunidade de exemplificarmos o amor e a renovação. Esperamos que estas sinopses tenham ofertado a oportunidade de reflexão e a curiosidade em ler o livro na íntegra, além da oportunidade bendita de juntos refletirmos sobre as diversas atitudes e situações que envolvem não apenas nosso cotidiano, mas sobretudo nossos empenhos na Seara do Mestre. Que seja a paz e a harmonia a permearem nossos dias.

 
 

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Atualizado em: 08/01/2011